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Itália arrisca o futuro

 

22/08/2019

A política italiana enfrenta um futuro cheio de riscos depois da demissão do primeiro-ministro, {Giuseppe} {Conte}, e da consequente queda/redução do Governo que durante um ano partilharam A Liga e o Movimento 5 Estrelas ({M5E}), uma coalizão {heteróclita} da extrema direita com populistas antisistema de variada {adscripción} ideológica. Antes de submeter-se às inclemências da moção de censura tramitada por {Matteo} {Salvini}, líder de A Liga e viceprimeiro ministro, {Conte} preferiu tomar a iniciativa e atender se calhar à iniciativa do exprimeiro ministro {Matteo} {Renzi}: um Governo {Conte} {bis}, sustentado a um tempo pelo {M5E} e o Jogo/partido Democrático, {centroizquerda} social-democrata em fase de reconstrução. Ao tomar este caminho {Conte} deixou as mãos livres ao extremista {Salvini} para abundar em seu desprezo pelos usos democráticos e pelo acordo/compromisso com os direitos humanos, convencido de que um avanço/adiantamento eleitoral -agora ou dentro duns meses- lhe levará a presidir a o Governo com o só/sozinho apoio de A Liga ou, se calhar, com o acrescentado de Irmãos de Itália, também de extrema direita.

Aí se ocultam dois riscos de grande envergadura: que a precariedade de um segundo Governo de {Conte} seja uma alternativa inadequada para enfrentar a fraqueza económica do país e que umas eleições antecipadas dêem o triunfo aos ultras e seja impossível formar uma maioria alternativa. Basta remeter-se ao comportamento de {Salvini} na crise do {Open} {Arms} -um fiscal ordenou na terça-feira o desembarco imediato dos migrantes que seguem/continuam a bordo- para intuir que consequências pode ter uma vitória incontestável de A Liga, com a política italiana afastada de toda cumplicidade com a União Europeia. É suficiente rever o facto/feito pelo até agora ministro do Interior para concluir, como tantas outras vezes, que toda situação é suscetível de piorar.

Ao declarar {Salvini} que se sente «um homem livre» deve entender-se que até à data se tem visto obrigado a comportar-se com contenção na gestão dos fluxos migratórios e enquanto fez parte de suas responsabilidades de governante. Isto é, que pode ser bastante mais radical em seu nacionalismo exacerbado, mais insensível diante da sorte que correm os mais vulneráveis e mais expeditivo para incumprir as diretrizes europeias. Se {aciertan} as sondagens, só/sozinho a mobilização de seus adversários políticos, incluído o {M5E}, pode invalidar os cálculos eleitorais de {Salvini} para conquistar o poder/conseguir.