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Hoy, todos os caminhos conduzem a Yuste

El Premio Carlos V foi concedido aos Itinerários Culturais do Conselho de Europa

 

Hoy, todos os caminhos conduzem a Yuste -

GUILLERMO Fernández Vara
09/05/2019

Há um provérbio que diz «{muévete} e o caminho aparecerá». Os homens têm traçado caminhos e têm {roturado} sendas desde o início dos tempos. A Humanidade esteve numa migração contínua, com ela temos conhecido, temos confrontado, temos aprendido, nos encontrámos e nos temos intercambiado.

Nesta terra extremenha, que leva impressa no Estatuto de Autonomia sua identidade europeia, sua vocação ibero-americana e seu carácter transfronteiriço, é fácil entender que o pôr-se em caminho procurando o encontro é uma parte consubstancial ao ser humano.

Vizinhanças que nos têm forjado, distâncias que nos têm atraído, caminhos que temos transitado e vias que temos percurso/percorrido para encontrar-nos, Extremadura é uma terra rica em contrastes pela que passaram multidão de civilizações que nos têm ido deixando sua pegada/marca e nos têm conformado tal como somos. {Fenicios}, {vetones}, {tartesos}, romanos, visigodos ou árabes nos ofereceram sua cultura, sua língua, sua arte e seus cultivos, herança identitária que hoje em dia é nosso presente e nosso futuro.

Há/faz pouco, uma investigação cientista, publicada na prestigiosa revesta {Science}, datava que uma mão grafíti em negativo na gruta cacerenha de Maltravieso foi realizada pelo menos faz 66.700 anos, convertendo-a na pintura mais antiga do mundo. Portanto, podemos afirmar que a arte esteve vinculado desde suas origens a Extremadura e desde então levamos nos genes a cultura, que nos define e que nos une e representa como sociedade.

Somos uma terra afortunada paisagística e {patrimonialmente}. {Atesoramos} paisagens inolvidáveis e um rico e vasto património arqueológico e histórico-artístico. De facto {contamos} com três cidades declaradas Património da Humanidade, Cáceres, Mérida e Guadalupe; e dois Reservas da Biosfera, o Parque Natural de Monfragüe e o Parque Natural do Tejo-{Tejo} Internacional, que partilhamos com Portugal. Ao que temos de acrescentar nossa contribuição a outra arte declarada Património Imaterial da Humanidade, o flamenco. Com este cartão de apresentação, Extremadura assume e presume de cultura.

INUMERÁVEIS anos depois, essa herança nos segue/continua alimentando e {incardinando} numa tradição humanista baseada em valores e princípios como a liberdade, a paz, a democracia e a solidariedade.

Cada 9 de Maio, Europa volta seus olhos até Yuste. Nos {reunimos} neste canto privilegiado do norte da Extremadura para celebrar os conquistas obtidas e comemorar as efemérides que têm ido {tejiendo} nossa casa europeia.

Hoy é o Dia de Europa e, como cada ano, celebra-se o ato de entrega do Premio Europeu Carlos V com o que a Fundação Academia Europeia e Ibero-americano de Yuste quer reconhecer a pessoas, organizações, projetos e iniciativas que têm contribuído ao engrandecimento dos valores culturais e históricos de Europa e ao processo de integração da União Europeia. Esta cerimónia se converte além disso numa magnífica janela desde onde Extremadura se assoma a Europa e esta, por sua vez, nos contempla.

Nesta edição, o Premio Europeu Carlos V foi concedido aos Itinerários Culturais do Conselho de Europa por fomentar e fazer possíveis os valores europeus da diversidade cultural, o respeito pelas respetivas identidades, o diálogo intercultural e o intercâmbio e o conhecimento dos países e da História.

Os 38 Itinerários Culturais certificados com este selo de excelência pelo Conselho de Europa conformam uma cartografia cultural, humana e {experiencial} que nos aproxima ao território e às gentes, mostrando'ns uma gama larga de temas, desde a arquitetura ao património cultural e o paisagem, passando pela religião, a gastronomia, o património imaterial e as figuras principais da história, a literatura e a música europeias.

Todos eles são instrumentos chaves para um turismo responsável e um desenvolvimento sustentável, convertendo-se, sem dúvida, numa magnífica ferramenta para pôr em valor ao mundo rural, dotando-o de possibilidades para fazer frente aos reptos/objetivos aos que se enfrenta: o demográfico, a despovoamento e o envelhecimento. Vivemos num mundo globalizado e os problemas e os reptos/objetivos são transversais, daí que estas rotas que unem multidão de povos/povoações, cidades e países sejam uma oportunidade magnífica para ligar sinergias e encontrar soluções comuns.

Extremadura, rica em história e cultura, participa em diferentes itinerários como o do arte rupestre pré-histórica, o da cultura {megalítica}, as de legados doutras culturas como a judia ou a {andalusí}, a herança e os lugares do Imperador Carlos V; somos terra pela que peregrinam os que fazem o Caminho de Santiago. Saibamos aproveitar estas redes, estes caminhos traçados ao longo/comprido do tempo, que nos demonstram que partilhamos uma cultura e uma história comum.

Os Itinerários Culturais do Conselho de Europa são uma convite a viajar, a pôr-se em caminho. Não deixemos passar esta oportunidade para conhecer e para que nos conheçam.

Feliz viagem, feliz encontro, feliz Dia de Europa.

*Presidente da Junta de Extremadura e presidente do Patronato da Fundação Academia Europeu e Ibero-americano de Yuste.