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É evidente

 

MERCEDES Morán
25/10/2019

Faz quinze anos, no Hospital San Pedro de Alcántara, só/sozinho tinha uma neurologista pediátrica que atendia as áreas de Cáceres, Coria, Plasencia e Navalmoral. As mães ou pais, acompanhando a seus filhos, se {apiñaban} numa pequena sala esperando revezo de consulta. Alguns casos encolhiam o coração por sua dureza e pela curta idade dos pacientes. Na hora oportuna, apareciam sandes, mamadeiras ou comida para bebés para que os pequenos pudessem comer depois de/após horas de espera. Ao outro lado da porta, uma grande profissional que dava a cada menino o tempo que necessitava e que às três e média/meia da tarde, não tinha desempregado/parado nem a tomar um café.

A situação piorou na atualidade. A falta de médicos na Extremadura é alarmante e ultrajante; em todas as áreas de saúde e em todas as especialidades. O sindicato {Simex}, cifra em 122 as praças/vagas que estão sem cobrir e os Colégios de Médicos de Cáceres e Badajoz, em 90 o número de médicos que têm abandonado nossa região no que vai de 2019. Ou vão da Extremadura ou não a escolhem para desenvolver sua profissão.

O esclarecimento é a instabilidade laboral, os contratos precários, a falta de meios, as grandes diferenças salariais relativamente a outras regiões, piores oportunidades e uma sobrecarrega de pacientes e de guardas, em prejuízo da própria atenção ao doente. ¿Se você fora médico ficaria?

Numas jornadas da Associação Oncológica Extremenha, por ocasião do dia do cancro de mama, o conselheiro {Vergeles}, ao mesmo tempo que evidenciava --com percentagens-- o futuro aumento dos doentes de cancro, reconhecia que faltam oncologistas. O disse sem despentear-se.

Não {hablemos} de especialidades pouco/bocado frequentes como a mínima invasão. Sempre me tem parecido um contrasentido que na Extremadura resida o centro que forma a médicos que aplicam esta técnica em todo o país e que, no entanto, sejam {poquísimos} os que trabalham na região. Os demais o fazem por toda Espanha, muito solicitados pelos benefícios de técnicas inovadoras.

Todos os extremenhos {sufrimos} a falta de médicos dalguma especialidade, tão habitualmente que o temos interiorizado como normal/simples, mas não o é. As consequências muitas vezes são irreversíveis e dramáticas. Estamos abaixo da rátio nacional média/meia de médicos por habitante, e muito abaixo da de, por exemplo, nossos vizinhos/moradores de Castela e Leão, que têm mais médicos, apesar de sua orografia e dispersão populacional. ¿Que nos diferença? A gestão sanitária do governo socialista da Junta. É evidente.

*Engenheira agrícola e deputada do PP.