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A eutanásia como direito

 

08/04/2019

A morte de María José Carrasco, doente desde há mais de 30 anos de esclerose múltipla, depois que o seu marido, Ángel Hernández, lhe facilitasse a medicação definitiva para culminar seu propósito, põe sobre/em relação a a mesa outra vez o espinhoso assunto da despenalização da eutanásia e do suicídio assistido. Vinte e cinco anos depois da morte de Ramón Sampedro, os implicados também têm gravado o processo, no qual Hernández ajuda a sua mulher a morrer após fornecerle uma substância letal. Esta vez, no entanto, não trata-se como nessa altura de desculpar a aqueles que cooperaram no desejo do doente, mas de assumir a consciencializa as consequências penais previstas no Código Penal, num afã de reivindicar o direito a um suicídio assistido quando uma pessoa assim o peça. Hernández, embora libertado horas depois, foi o primeiro detido em Espanha por esta razão, enquanto a proposta de lei orgânica impulsionada pelo PSOE segue/continua um trâmites parlamentar {plagado} de obstáculos à espera duma nova legislatura que permita, como prometeu Pedro Sánchez, regular/orientar a eutanásia de uma vez por todas. Não trata-se só/sozinho de despenalizar-la, mas de regular/orientar um processo especialista/conhecedor como direito individual incorporado às prestações sanitárias, com uma proposta restritiva nas prevenções, mas, ao mesmo tempo, mais larga que outras legislações similares nos supostos. As sondagens coincidem em que mais do 80% da população está de acordo com a regulação. É urgente que a nova legislatura ponha tudo o empenho em que seja assim.