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Estar à altura

Quando tudo passe, as pessoas valorizará o papel de cada qual, tanto/golo no governo como em oposição/concurso público, agora não há tempo

 

Estar à altura -

ANTONIO Cid de Rivera
10/05/2020

À mínima oportunidade fizeram exatamente o mesmo. Têm caído em idêntico erro. O PSOE atirou na sexta-feira de trincheira e {azuzó} à Comunidade de Madrid, governada pelo PP, usando os mesmos métodos que tanto/golo criticou. «À frente de cálculos partidaristas, economistas ou propagandistas, está a segurança. O governo de Madrid exemplo de gestão ineficaz e irresponsável. #{ProtegemosMadrid}». Foi a mensagem que lançou através das redes sociais nada mais saber-se que o Ministério da Saúde rejeitava a petição/pedido de Madrid de passar à fase 1 de {desescalada}.

Não têm aprendido nada. É o que dizia Jorge Luis Borges, que temos de ter cuidado ao escolher aos inimigos porque um termina parecendo's a eles. Pois isso, se tanto/golo inconveniente te dá que façam política partidarista dos mortos e da saúde em geral, tenta não fazer o mesmo, prega com o exemplo, porque no fim o que resulta é que todos som iguais. É o que passa com a turma política deste país, que som máquinas eleitoralistas e não podem evitá-lo. Não perdem a mais mínima oportunidade para dar-lhe um {pescozón} ao adversário embora nem o cenário nem o momento é o mais oportuno. Não vou defender aqui nem ao PP porque deu sobradas amostras de ir por idêntico caminho, mas no fim que dá um mal sabor de boca que é igual estar de candidato/candidata ou campeão, o {rin} é o {rin} e temos de sair a dar {mamporros}. Um sempre pensa, {pecando} de ingénuo, que em momentos de calamidade o ser humano tira a reluzir sua bondade, mas não há teu tia, à mais mínima oportunidade tudo volta a seu mas, à maldade e ao aproveitamento todas os molas por {funestos} que sejam para sair airoso de toda contenda.

Este governo está a viver um autêntico {cisma}. Qualquer que se estivesse à frente contaria um panorama idêntico. Não é em vão, tem que contar um monte de mortos a cada manhã. Mas neste caso, com uma maioria tão exígua, sustentada num resumo de partidos que pouco/bocado têm que ver com Espanha e sua governabilidade, resulta tudo muito mais complicado. O exemplo o tivemos nesta semana no Congresso dos Deputados, com um governo encurralado pela oposição/concurso público e por seus próprios sócios ao que teve que sair a socorrer nada menos que Ciudadanos. Ver para acreditar/achar como dois inimigos declarados acabam por dar-se a mão.

OS LARANJAS tiveram sua oportunidade e o aproveitaram, mas por enquanto só/sozinho foi um miragem. Não tanto/golo por {Inés} Encostadas, propensa a ocupar a posição centrista que lhe corresponde e dar-lhe assim mais relevância a seus 10 deputados, mas pelos próprios sócios do PSOE. O primeiro Pablo Iglesias, quem não quer saber nada de Ciudadanos e o que representa, afastado de seus postulados de esquerdas, e o segundo {Esquerra} Republicana a quem espanta a posição {españolista} dos laranjas em contraposição com sua ideologia independentista. Resulta que Pedro Sánchez partilha governo com os primeiros e aos segundos os necessita para aprovar os orçamentos. Não vejo a Ciudadanos da mão do PSOE muito tempo, se bem é verdade que suporia ocupar um espaço político que, a data de hoy, se ficou órfão com as posições extremas de Vox e Podemos.

O caso é que a política tinha uma oportunidade de Orellana / Orelhana para estar à altura das circunstância e, de novo, ninguém passou o exame. Cada qual com seu {cantinela}, uns que sim, os outros que não, e o PP abstendo-se que vem a ser um sim mas não. Os políticos nada querem saber do de enfrente e outra vez se toma qualquer cenário, por mau que seja, para competir/rivalizar/disputar {electoralmente}, como se precisamente agora os cidadãos estivessem bloco/caderno em mão outorgando apoios. ¿Ninguém tem caído na conta de que ficam mais de três anos para umas novas eleições? ¿Não estão conscientes de o que podem mudar as coisas de aqui no fim da legislatura?

Tempo terá de julgar o comportamento de cada qual, se esteja no governo ou se esteja na oposição/concurso público. Porque é óbvio que uma desgraça como esta vai a passar fatura a toda a gente. Os mortos não se enterram e se esquecem, e menos se se contam por milhares. Som causas pendentes que muitos reclamarão quando tudo isto passe.

Ninguém previu a que se nos vinha em cima, nem a transcendência deste vírus daninho que tem tendencioso dezenas de vidas nem a escassa capacidade de dar-lhe mais resposta que o confinamento cidadão. Mas cedo ou tarde terá que avaliar as decisões adotadas e as medidas que puseram-se em marcha para evitar {males} maiores/ancianidade. Já há quem diz que, de não ter atuado assim, as vítimas teriam sido muitíssimas mais, mas também há quem responde que, de ter intervindo antes, se teria evitado parte da desgraça. É fácil opinar a touro passado e também ver o copo meio cheio ou meio vazio segundo cada bando, mas no fim a verdade sairá à luz. Não me cabe nenhuma dúvida.