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Esquecimentos

 

CARLOS Ortiz
01/07/2019

Pois até aqui chegámos. Quando vocês leiam isto, eu possivelmente me tenha dado ao esqueço. Embora suponha um esforço que não sei se {lograré} conseguir, {intentaré} em minhas férias dedicar mais tempo à leitura, escrever poesia e passear com minha família, que tanto/golo me necessita e à que não {atiendo} o suficiente o resto do ano. Se calhar o sono/sonho me possa as noites de verão e tenha a sorte de dormir de um puxão mais de seis horas seguidas/continuadas. Faz tempo que não sei o que é isso. Me estarei fazendo maior, digo eu. Me porei mãos à obra para tratar de limpar meu corpo dos excessos do inverno, das ruas vazias e as horas na escritório enviando centenas de {mails} a pessoas que se cruzam por minha vida e que cedo esqueci.

Agora que chegou o calor sufocante e já {guardé} os {abrigos}. Me parecerá um milagre ter vestido essas roupas tão pesadas quando chovia em meu bairro e a casa era o melhor refúgio ao que ir. Não {reconoceré} meus pés pela areia porque passaram meses sem olhar-se quando era outono e {esconderé} a água que caiu em meu cabelo desde o céu para mudá-la pela do mar. {Trataré} também de esquecer meu {malhumor} e as pressas da manhã, e {caeré} rendido diante da luz que encherá o quarto da rua desse povo/vila de mar que só/sozinho me conhece quando chega o verão.

Assim terá passado já o tempo desde que me prometi esforçar-me {paras} superar objetivos/metas quando acabou o verão passado e começava o curso. A escola me parecerá o lugar ao que sempre quis voltar quando o veja fechado e {preguntaré} à máquina de café porque é que já não me grita. Acontecerá qualquer amanhã deste mês recém estreado: o computador reclamará que volte com ele porque o deixei abandonado, só/sozinho nesta mesa onde agora {aporreo} as teclas e procuro o alivio dos dias que virão. Chega o verão e o esqueço, onde ninguém me encontrará. Se calhar volte perdido. Como qualquer que sabe que sempre terá que regressar algum dia.

* Jornalista