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Esquecimentos

 

CARLOS Ortiz
15/04/2019

Seguro que lhes passou alguma vez. De repente, vão pela rua e vêem algo estranho. Isso que lhes chama a atenção e que, ao início, não sabem bem porque é que. Logo, seguem/continuam o passo e quase esquecem o que têm visto e voltam a pensar no que lhes ocupa diariamente e que têm que resolver. Esse mecanismo mental que lhes {detallo} parece ter-se transferido a nossa vida quotidiana quando {escuchamos} a cascata de mensagens que nos lançam nossos políticos agora que tem começado a campanha eleitoral: ¿terá dito realmente isso acerca de o corrupto que é seu rival? ¿Será real essa promessa de subir as pensões? Como slogans que são para captar o voto, esses mensagens vão desaparecendo da nossa mente à medida que avançam os dias, como se fossem {solapándose} num exercício palpável de que nossa mente às vezes não pode mais. Não é capaz de reter o sem-fim de palavras, o ruído em definitiva, que cheia as cabeças e nos faz esquecer o inservível.

Lhes recomendo que façam um exercício muito saudável para sua limpeza mental: ¿que notícia recordam de entre as que leram, ouviram ou viram durante na semana passada? ¿Realmente retiveram o que estavam registando nesse momento em sua mente? ¿E já o têm esquecido? Estou quase convencido de que a muitos de vocês lhes custaria fazê-lo. Precisamente por isso, pela saturação e o simples que lhe resulta ao corpo humano pôr terra de por meio perante o que não lhe interessa. Igual que essas imagens que nos {topamos} pela rua e que nos chamam à atenção e que, finalmente, não são outra coisa que puro esqueço. Lhes poria mil exemplos de tudo o que deixei atrás mas, para isso, necessito fazer limpeza, Oxalá, igual que os discos rígidos do computador, pudéssemos {formatear} nossa mente de tudo o que nos sobra. Chegam dias de saturação. {Preparánse} para esquecer.

* Jornalista