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À espera de 26 de Maio

 

08/05/2019

Com Ribeiro, não», cantavam os simpatizantes e militantes socialistas na rua Ferraz a noite do triunfo eleitoral de Pedro Sánchez. Vistas as três reuniões que manteve o presidente do Governo com Pablo Casado, {Albert} Ribeiro e Pablo Iglesias, não parece que tenha muitas possibilidades de que Sánchez se veja tentado de desatender a seus bases. Se a reunião na Moncloa de Sánchez com Casado serviu para diminuir a crispação entre ambos dirigentes, o encontro do líder socialista com Ribeiro constatou as grandes diferenças entre ambos políticos.

Para além de que sua relação pessoal seja mais ou menos fluida, Ribeiro tem muito clara sua estratégia, pelo menos até à eleição de 26 de Maio: quer disputar-lhe a hegemonia da direita ao PP apesar de que os populares conseguiram mais assentos parlamentares no passado 28 de Abril. Nesta estratégia não cabe nenhum tipo de colaboração com Sánchez, uma postura na qual Ribeiro parece encontrar-se muito cómodo política e pessoalmente. Com Catalunha como cavalo de batalha, se após o 26-M mantém seu não frontal, Ribeiro {abocará} a Sánchez a pactuar com Unidas Podemos e os partidos nacionalistas ao mesmo tempo que lhe acusa de manter-se no poder/conseguir graças a «populistas» e a aqueles que não acreditam na unidade de Espanha.

Cegadas as vias de colaboração com a direita, Unidas Podemos se erige como o único candidato/candidata a sócio preferente de Sánchez. Fiel a sua estratégia de suavizar sua imagem agressiva, a postura de Iglesias é menos beligerante que a de faz quatro anos, quando dispunha de mais assentos parlamentares e Sánchez encontrava-se numa posição de maior fraqueza. Mesmo assim, seu aposta em formar um Governo de coalizão não é do agrado do socialista. Mais débil que na anterior legislatura, se dá o paradoxo de que Unidas Podemos está em melhor posição para arrancar-lhe concessões a Sánchez diante da decisão de Ciudadanos de disputar o trono da direita ao PP. Lhe goste mais ou menos, Sánchez só/sozinho pode olhar até sua esquerda.

Em qualquer caso, as reuniões destes dias são meras tomadas de contacto, já que não será até depois das eleições autárquicas, autonómicas e europeias quando se desenvolva o grande jogo dos pactos a todos os níveis da administração, imprescindível uma vez o bipartidarismo passou a melhor vida. Mais que nunca, a política é negociação.