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O espelho de Alemanha

 

M. Fdez-Palacios Gordon
27/02/2019

Alemanha, Julho de 2011. Governa Angela Merkel. Aborrecidos de que a derruba de {Rudolf} {Hess}, lugar-tenente de Hitler, se tenha convertido em lugar de peregrinação neonazi, o Governo, com conhecimento e {nocturnidad}, {persuadiendo} com contundência a sua família, {exhuma} o corpo de tão sinistro personagem, {demuele} sua sepultura, incinera o cadáver e atira suas cinzas ao mar, acabando com o problema num par de horas. Aqui, em Espanha, nos {preguntamos}: ¿Que é isso de que a família do ditador, que conta com um grande património arrebatado aos espanhóis, paralise sine die a decisão de um Parlamento?

democrático? 43 anos são demasiados, ¡{sáquenlo} já!.

A DITADURA ARGENTINA

A Baltasar Garzón

Pepe Extremadura

Cantautor

Precisamente ahora que se cumplen 37 años de la guerra de las {Malvinas} es buen momento para {recordar} un hecho protagonizado por el juez Garzón que significó mucho y abrió un camino a procesos posteriores, principalmente para que os criminosos/criminais não ficassem impunes.

A derrota de Argentina a mãos de Inglaterra precipitou o fim da Junta Militar da ditadura autodenominada: Processo de reorganização nacional que governava o país. Posteriormente, em Outubro de 1983, se realizaram eleições e em Dezembro desse ano, se instalou um governo democrático.

Temos de {recordar} que uma lei de ponto final ditada em Argentina eximiu ao geral {Galtieri} de responsabilidade. No entanto, essa lei não impediu que o juiz Baltasar Garzón ditasse prisão incondicional para o ex-presidente de Argentina {Leopoldo} {Galtieri} por sua implicação no caso dos perto de 350 espanhóis desaparecidos durante a ditadura militar argentina.

O magistrado da audiência Nacional ditou ordem/disposição internacional de detenção contra o general, a quem imputou um delito de genocídio, outro de terrorismo, quatro de assassinato e uma de detenção ilegal.

{Galtieri} foi presidente do Governo argentino desde 1981 a 1982 e durante o seu mandato conduziu a Argentina à guerra das {Malvinas} contra Grã-Bretanha, pelo que foi condenado em 1986 a dois anos de cadeia. O presidente argentino Carlos Menem o indultou em 1989, apesar de isso Garzón recorda em sua resolução que consta acreditado que o general {Leopoldo} {Fortunato} {Galtieri} não foi tribunal/réu/julgado e, nem nem sequer, se lhe iniciou procedimento pelos factos/feitos que se detalhavam no auto.

A ação de Garzón foi pouco/bocado operacional, mas é indiscutível seu valor testemunhal contra a impunidade que se lhes ofereceu aos militares argentinos. O mero facto/feito de citar a declarar ao geral {Galtieri} e de que deliberasse uma ordem/disposição de detenção contra ele, provocou intensas reações de alegria e agrado. Por isso, {considero} conveniente {recordar} embora só/sozinho seja por refrescar a memória a tudo aquele que a tenha frágil que na madrugada do dia 30 de Dezembro de 1990 foram libertados os responsáveis duma das ditaduras mais atrozes do século passado, os culpados de gravíssimas violações dos direitos humanos, de torturas e violações, da desintegração moral de tudo um povo/vila, do início duma guerra absurda e estão felizes na rua com a sorriso de quem vê reconhecida sua vitória. Porque o indulto concedido pelo presidente Menem aos militares argentinos é a confirmação definitiva da impunidade dos assassinos.

O ano 1990 se despediu com uma {infamia}, com a mais cruel das ofensas, aos milhares de desaparecidos por esses talhantes de uniforme que ainda vão por aí com a cabeça bem alta e inclusivamente ocupando cargos privilegiados na Argentina democrática. Os gritos rasgados das mães da praça/vaga de Maio, os desvelos do fiscal {Strasera} e as páginas terríveis do relatório/informe {Sábato} não serviram para nada. Uma vez mais e até à próximo talho. No entanto, a medida adotada pelo juiz Garzón foi importantíssima, sobretudo, porque foi capaz de manter a memória viva e a {intranquilidad} a todos esses assassinos que tal como o general {Galtieri} ainda andam soltos.