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Elas gritam: «que {jartura}»

 

RAQUEL Rodríguez Muñoz
15/02/2020

De profissão, dona de casa. Incorreto. O estreitamente do dona de casa não está reconhecido como profissão e o debate sobre/em relação a se deveria receber/acolher ou não uma remuneração económica se produziu {tímidamente}, mas sem resultados. E enquanto, algumas se manifestam {hartas} de suas jornadas de mais de oito horas, em muitas ocasiões não reconhecidas em sua própria casa e reclamam tempo para elas.

«É o momento de dedicar-me meu tempo» cantam num vídeo que supera as 3.000 visualizações em {YouTube} mulheres de três povoações da província de Badajoz. Com a canção expressam seu {jartura} pelas críticas que recebem e com certeza a letra porá a cara vermelha a mais dum. Mas o que esteja livre de pecado que atire a primeira pedra. Imagino que o que mais doerá ao dona de casa será a falta de reconhecimento dos que tem mais perto, daqueles a aqueles que dedica jornadas maratonistas: que se não gosto isto, que se não me {has} cosido o outro, que se esta camisa tem uma enruga, que porque é que não está lavado este calças... Deveríamos entoar o {mea} culpa e dizer mais: eu {friego} isto, eu {recojo} a mesa, eu {plancho} ou eu faço a comida/almoço e tu vete a usufruir.

Porque o que estas mulheres badajocenses reclamam em seu vídeo é tempo. Tempo para elas e seu empoderamento. Porque também têm direito, tal como as mulheres trabalhadoras que ao chegar a casa são donas de casa e direito a fazer o que queiram com seu tempo sem que se as critique por isso.

Mas além disso, se socialmente o estreitamente do dona de casa não está reconhecido, também se costuma considerar que ser dona de casa é sinónimo de ser inculta ou não ter estudos e não é certo. Esse desprezo, como se suas opiniões ou sua palavra não valessem o mesmo que a duma médica, uma juíza ou uma jornalista, temos de rejeitá-lo. Respeito é o que merecem porque, se as mulheres trabalhadoras parassem, o mundo se pararia, mas se as donas de casa parassem, também. ¿Quanto tempo pode aguentar uma mulher trabalhadora realizando ‘só/sozinho’ a tarefa do dona de casa? Pouco/bocado. Em situações como essa nos damos conta do duro que é.

Assim, e sem menosprezar à mulher trabalhador nem {desmerecer} ao {amo} de casa, que os há, sirva esta coluna para fazer um reconhecimento público a essas mulheres que, por decisão própria ou por circunstâncias da vida, têm uma {licenciatura}, um grau/curso universitário, um pós-graduação e um master em ser donas de casa. Dêmos a importância que tem a seu estreitamente diário/jornal (sem fins-de-semana nem férias) {colaboremos} e {valoremos} que tenham seu tempo. H*Jornalista.