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Dissolvente democrático

 

ANTONIO Galván González
26/10/2019

{Ca} dia que passa, estou mais convencido de que os partidos políticos são mais prejudiciais para a democracia do que o são os membros que compõem-nos. O coletivo, que se configura em torno de essa estrutura organizativa, dilui o melhor da individualidade, e força, sigilosa ou violentamente, a agachar a {cerviz} e {hocicar} com o que imponham os altas chefias.

Os partidos não costumam representar espaços confortáveis para os {librepensadores}. Poucos dos seus cargos institucionais atrevem-se a votar algo diferente do que indicam os que ocupam a primeira fila do poder/conseguir. E a maioria dos que situam os princípios acima do cómodo {cobijo} da siglas acabam fugindo da asfixia que produzem os coletes com que se aprisiona a {correcaminos} e versos soltos.

Porque não é nenhuma novidade que, nos partidos políticos, se prefere a uniformidade à dissidência, o aplauso ao {carraspeo}, a preguiça à hiperatividade, a prostração à lealdade bem entendida, e até à punhalada pela costas à sinceridade do qual vai de frente. E o certo é que, em todos os atuais, se {cuecen} favas, independentemente de qual seja sua tendência ideológica ou sua idade. Mas, também, que há diferenças entre cada um deles na hora de resolver as disputas. Porque os há mais elegantíssimos e discretos. Outros, nos que a {zafiedad} {aflora} com o primeiro roce. Alguns, em que se castiga a discrepância com silêncios e desprezos. E uns poucos em que leva-se cada confronto à praça/vaga pública. Em fim, que cada um resolve as coisas a sua maneira. Mas todos perseguem o mesmo: a uniformidade. E isso é um impossível, até nas famílias.

Por isso, pelo inacessível de tal pretensão, e, sobretudo, pelo {pernicioso} e nocivo do afã {colectivizador} que subjaz, agora -precisamente agora- neste momento de {zozobra} e {ingobernabilidad}, teria que fazer da necessidade, virtude, e impulsionar uma verdadeira {democratización} das organizações políticas, de modo que as palavras, procedimentos e votos de quem tem de desempenhar um papel institucional possam converter-se, realmente, no fiel reflexo do mandato dos votantes.

*Diplomado em Mestrado.