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Os direitos das futebolistas

 

27/10/2019

As futebolistas de Primeira Divisão têm acordado ir ao desemprego diante da falta de acordo na negociação do primeiro convénio coletivo. Na próxima segunda-feira há uma última oportunidade de {desencallar} o conflito. O Serviço {Interconfederal} da Mediação e Arbitragem ({SIMA}) citou ao patronato e os sindicatos para tentar evitar a greve depois de/após mais de um ano de negociações infrutuosas. O salário mínimo anual e outras condições básicas contratuais são os principais obstáculos.

Os clubes propõem situar o salário mínimo das jogadoras em 16.000 euros brutos e os contratos em média jornada, no equivalente ao 50%. Isto é, 8.000 euros. Por seu lado, a Associação de Futebolistas Espanhóis ({AFE}) reclama 20.000 euros no contrato completo e 12.000 para o parcial. ¿E seus colegas homens? A desigualdade é {lacerante}. O salário mínimo de Primeira Divisão masculina está fixado em 155.000 euros anuais. Além disso, não está contemplada a média jornada. É fácil intuir que, no caso feminino, a existência desse contrato pode ser um {coladero} para estabelecer ordenados mais baixos. ¿Como se determina a média jornada duma futebolista profissional? ¿Como se encaixam os treinos, as viagens, os eventos do clube? ¿Se pode viver dignamente com 8.000 euros brutos anuais? É evidente que não.

Maternidade, lactação ou férias são outros termos nos que não há acordo. Conceitos/pontos indiscutíveis em qualquer outro sector laboral. Em termos de igualdade, o conflito é {hiriente}. ¿E economicamente? Os volumes de negócio do futebol masculino e o feminino hoje mesmo são incomparáveis, mas a ninguém se lhe escapa que o futebol jogado por mulheres é uma oportunidade de negócio iminente. Ainda estamos nos prolegómenos, mas as cifras já desmentem o argumento do escasso reconhecimento social. Conseguir condições mais dignas para as futebolistas é um modo de fazer uma sociedade mais igualitária, também de aumentar a qualidade de seu jogo ao permitir-lhes dedicar-se plenamente a sua profissão.

Os argumentos que esgrime o patronato para defender a sua postura se encaminham a reivindicar as melhorias que já têm implantado e a promessas de futuro: Todas as jogadoras de Primeira descontam à segurança social desde 2015 e estão protegidas, põe de relevo a associação de clubes. Outra coisa é que no convénio se possam melhorar essas condições, mas temos de ser consequentes, ir aos poucos e não correr mais do que deveríamos, assegura Rubén {Alcaine}, presidente dos clubes femininos.