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Comédia política (ato VI)

 

JUAN Jiménez Parra
08/04/2019

Se abre o cortina. Gabinete de Pedro Sánchez, que permanece sentado no sofá, deleitando a taça de vinho. Carmen Calvo segue/continua reclinada no cadeirão presidencial.

Entra em cena um homem vestido com um giro azul, leva uma caixa de ferramentas. É um operário de manutenção da Moncloa.

Operário: «{Vengo} a selar o cadeirão, senhora Calvo --dirige-se até o cadeirão e deixa a caixa no chão--. Deve levantar-se».

Carmen Calvo: «{Ay} que pena, com o {agustito} que estou eu aqui sentada. ¿Não poderia deixar-me um pouquinho mais?».

Operário: «Se por mim fosse poderia ficar sentada toda sua vida, mas tenho ordem/disposição de selá-lo até que tenha um novo proprietário».

Carmen Calvo se levanta. Nesse momento entram em cena Pablo Casado, {Albert} Ribeiro e Santiago Abascal.

Pablo Casado: «Prefiro enfrentar-me a uma {caterva} de zombies que a uma congregação de feministas».

Santiago Abascal: «Não te {quejes}, que a pior parte me a levei eu. Mira que {chichón} me fizeram dando'm um {cazuelazo} --leva-se um dedo à frente--».

Carmen Calvo, com ironia: «Pois {denúncialas}».

Pablo Casado se fixa no operário e lhe diz: «Ouça, acredito/acho que você poderia fazer-lhe um bom serviço a Espanha. Gostaria contratá-lo para minha lista de candidatos ao Senado. Me faltam um futebolista e um trabalhador».

Operário: «¿Eu? Se não tenho nem ideia de política».

Pablo Casado: «Somente é para fazer inchação. Iria dos últimos, como você compreenderá».

Pedro Sánchez: «Pablo, {estás} tentando fazer-me competência desleal. Se fichas a um trabalhador, eu {ficharé} a um empresário».

Pablo Casado: «Os que fazem competência desleal são o {Albert} e Santiago, que me têm {birlado} vários filiados/inscritos de alta categoria».

Santiago Abascal: «Se a algum de vocês lhes sobra um ambientalismo, um ator, um imigrante ou um pacifista, me o {podríais} ceder. Postos a contratar por conveniência...».

O operário tira da caixa um pequeno troço de {alambre} de {púas} e o coloca no assento do cadeirão; logo ata fita de selar de um braço ao outro. Depois abandona o cenário dizendo: «Neste cadeirão não se sinta/senta ninguém até depois das eleições. E a quem o povo/vila se o dê, a razão se o abençoe. Pelo bem de todos». Fim da comédia.

* Pintor