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O {cocherito}, {leré}

 

ANTONIO Galván González
23/11/2019

Resulta que a Junta de Extremadura lhe tem oferecido um carro elétrico a {Greta} {Thunberg} para que se desloque desde Lisboa a Madrid, onde se celebrará a Cimeira do Clima durante o próximo mês de Dezembro. O lia noutro dia, e não dava crédito. Porque, se o oferecimento viesse duma Administração que governasse uma autonomia que nadasse na abundância, que não tivesse grandes carências, poderia até entendê-lo, por aquilo do impacto mediático da notícia. Mas que a Junta de Extremadura, com a situação na qual encontra-se nossa terra, se ‘atire o {pegote}’ de oferecer-lhe um carro elétrico à jovem ambientalista, como se aqui os carros elétricos sobrassem, indigna e dá um pouquinho de vergonha alheia.

Que igual é coisa minha, mas é que me imagino a cena e não posso deixar de visualizar a um humilde lavrador oferecendole o melhor de seu casa ao menino ricaço, enquanto a sua família lhe doem os ossos, pelo frio, e as tripas, pelo fome.

E já, já sei que o que levará o carro para fazer-se a foto, se a menina {Greta} não dá a calada por resposta, será Fernández Vara. E que este de pobre não tem nada. E que a sua família, felizmente, não passa fome nem sofre os rigores do frio. Mas {entiéndanme} a metáfora, que aqui, na região extremenha, {andamos} ‘aguentando a parada’ qualquer coisa como um milhão de almas com os ordenados mais escassos do país, impostos gravosos, uma dívida inabarcável, níveis de desemprego atrozes, listas de espera sanitárias intermináveis, um transporte sanitário que dá pena, um transporte ferroviário que {abochorna}, um transporte aéreo escasso e caro, e um transporte em autocarro que se tem visto reduzido a sua mínima expressão pela péssima gestão do governo do PSOE.

Isso sim, não duvidem de que os mandatários socialistas desviarão as críticas argumentando que a despesa derivado do uso do carro seria exíguo. Mas não se deixem enganar. Porque não é esse o problema, mas Extremadura sofre a despovoamento, o desemprego, e uns serviços e infraestruturas deficientes enquanto os governantes vivem em ‘os mundos de {Yupi}’. H*Diplomado em Mestrado.