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A casa acesa de «alegria»

 

RAMÓN Gómez Pesado
26/10/2019

Embora {Sigmund} Freud assegurava que somente tinha dois tipos de homem feliz, o parvo e o que se o fazia, no entanto, e sem pretender/tencionar conseguir essa «felicidade» inalcançável por ser uma {entelequia} consegui-la, sim podemos aspirar, pelo menos, a deixar entrar um pouco/bocado de alegria em nossas vidas.

A alegria deve fazer parte da nossa vida diária porque ela nos fará enfrentar as dificuldades com otimismo. E não devemos aspirar a que nos toque a lotaria para estar alegres. A alegria a devemos encontrar nas coisas simples. Esse é a mensagem que podemos captar estes dias na exposição na Casa Acesa de Madrid, que está aberta ao público desde o dia 11 de Outubro até ao 5 de Janeiro de 2020, baixo/sob/debaixo de o mote ‘O facto/feito alegre. Uma mecânica popular dos sentidos’.

Nos dizem ali que é uma mostra coletiva, que centra-se no arte de fazer grande o pequeno. Não faz falta esperar algo magnífico, algo grande para sentir-nos satisfeitos, para estar alegres. Basta somente com levantar-se e tentar estar bem por poder/conseguir respirar e sentir-nos vivos um dia mais. O aroma que {emana} do sabão entre as mãos, o frescura da água ao chocar contra nossa face, o delicioso e {penetrante} cheiro a café que vem da cozinha a cada manhã, devem fazer que nossos sentidos reajam e nos proporcionem alegria para começar a jornada com otimismo.

E isto não significa que os problemas que tenhamos cada um se nos vão a ir com um simples lavado face, naturalmente que não, mas se {aprendemos} a dar importância a estes factos/feitos pequenos, seguro que {conseguiremos} enfrentá-los melhor, com mais confiança e disposição para, na altura própria, sobrepor-nos a eles e converter nossas penas e tristezas em algo um pouco/bocado mais leve.

Dizia Cervantes, em boca do seu filho {Sancho}, que «as tristezas não se fizeram para as bestas, mas para os homens, mas se os homens as sentem demasiado, se voltam bestas», dando assim palavras de ânimo a seu {amo}, D. Idealista, quando um encantador, com sua magia, converte em {aldeana} a sua amada e senhora, a sem par {Dulcinea}. E lhe segue/continua animando e lhe pede que se proporcione, e que {avive} e desperte e mostre a {gallardía} dos cavalheiros andantes, esses que enfrentam cada dia as aventuras que lhes sobrevêm duma maneira especial, esses para os que não há moinhos que se lhes resistam, por enormes que sejam.

Dar importância ao simples mas importante facto/feito de ter um amigo para usufruir de sua companhia, ou poder/conseguir afastar-te nalgum momento de solidão procurada para pensar ou {zambullirte} no fundo das páginas de um livro, ao calor duma {lumbre} cálida, são pequenas coisas que nos proporcionam alegria.

Aprender a usufruir e distinguir o cheiro que têm as coisas que nos rodeiam, o aroma {finísimo} da flor do jasmim, ou os doces eflúvios duma cor-de-rosa molhada de outono, nos leva a engrandecer o pequeno, a valorizar as coisas simples, a viver com intensidade o mais insignificante, e a facilitar, portanto, que nossas vidas sejam acesas, cada dia, com a mecha da alegria. *Ex-diretor do {IES} {Ágora} de Cáceres.