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Às sextas-feiras pelo clima

 

17/03/2019

Em mais de 2.000 cidades de todo o mundo se encenou na sexta-feira passada, a nível global, o protesto dos mais jovens contra a ineficácia de governos e instituições para travar as alterações climáticas descontrolado. A reivindicação de medidas mais eficientes para que pelo menos possam levar-se a cabo, de maneira efetiva, os acordos de Paris (2015), teve um acelerador decisivo em Agosto de 2018, quando a estudante sueca {Greta} {Thunberg}, de 16 anos, decidiu empreender uma greve cada sexta-feira perante o Parlamento de seu país para «despertar e mudar» a uma humanidade que assiste, mais ou menos impávida, mais ou menos reticente -como se percebeu/recebeu na recente cimeira do clima de {Katowice}- a um desastre ecológico de consequências imprevisíveis. «Não tínhamos alternativa», declarou {Thunberg}, que se tornou na líder mediática e constante de um movimento -{Fridays} {for} {Future}, {Youth} {for} {Climate}- que está consciente de que já quase não fica tempo para evitar a catástrofe do aquecimento global, a superação dos dois graus da temperatura do planeta a finais do século XXI.

O tempo dirá se esta maré verde é um episódio passageiro. Mas tem algo que a diferença das anteriores marés ambientalistas. É diferente, sobretudo, porque está protagonizada por jovens (as mulheres são maioria) aos que gostariam de ter o futuro em suas mãos. «É normal/simples que quase não tenha adultos, porque eles já pensam mais no passado que no amanhã», assegura {Greta}, que costuma oferecer um titular com cada frase. {Greta} respondeu na sexta-feira, no protesto de {Estocolmo}, por turnos a televisões de todo o mundo. A maioria coincidem em perguntar-lhe qual será o seguinte passo depois de/após ter levantado a meio planeta. Ela repete sempre o mesmo: «Vou seguir vindo todas as sextas-feiras até que meu país cumpra com o acordo de Paris». Em resumidas contas, que se evite que a temperatura suba uma média/meia de dois graus para evitar que a Terra comece a tomar decisões sem ter em conta à espécie humana

A pertinaz reivindicação de {Thunberg}, participante nos fóruns sociais e económicos mais destacados, mesmo com o enorme apoio colhido, corre o risco de ser recebida com correção política, mas sem factos/feitos concretos. O protesto dos estudantes é um grito desesperado das novas gerações que nos corresponde a todos e que não admite demoras.