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As listas, a poção contra os infiéis

O pior momento que vive cada jogo/partido é quando tem que conformar suas candidaturas: entram os afins, saem os inimigos

 

Pablo Casado flanqueado por Víctor Píriz e Alberto Casero. -

ANTONIO Cid de Rivera
17/03/2019

Tudo partido político tem sua face A e sua face B. A face A é esse conjunto/clube de pessoas que participam de um ideário comum e professam uma mesma ideologia com a que acreditam poder/conseguir melhorar a vida da pessoas. A face B é esse meio de vida do qual gozam determinadas pessoas que, por arte de {birlibirloque}, sabem posicionar-se para permanecer {perennes} na vida pública. Se não é sempre, pelo menos até que se possa.

Diz tudo dirigente político --seja de direitas, seja de esquerdas--, que quando chega a hora de confecionar as listas, encher as candidaturas de nomes com os que se concorre a umas eleições, é o pior momento que se vive em política. Se se contenta a uns, já se sabe que se castiga a outros. Ou se conseguem fiéis e amigos até à morte ou se colhem inimigos para sempre. Não é em vão, um partido político é também uma corrida/curso de competição onde temos de chegar a a objetivo/meta e, como dizia Alfonso Guerra: «corpo a terra, que vêm os nossos». Porque é verdade que o inimigo é {digerible} quando está situado enfrente, mas traumático quando o {tienes} ao lado.

Agora que a verba/partida já não se joga a dois grupos mas a cinco, isto é, que os postos a repartir são menos para cada formação com o aparecimento de Podemos, Ciudadanos e {Vox}, o momento fatídico de distribuição de listas piorou sobremaneira. Já não basta com ir em uma candidatura como antes, agora temos de colocar-se ‘numa posição de saída’, Dito por outras palavras, não só/sozinho é necessário ocupar assento numa lista de nomes, é obrigatório ir de os primeiros postos não seja que o jogo/partido colha uma representação menor e um se fique pendurado da {brocha}. Por isso, quando um jogo/partido ganha e tem cargos para repartir seu líder manda e toda a gente cala, e quando acontece justo o contrário aparecem os problemas. Sempre há descontentes, mas não é o mesmo um resmungão que vinte. Sobretudo na hora de fazer ruído e apelidar ao chefe de falta de liderança.

CADA FORMAÇÃO tem seu aquele. No que coincidem todos é em ajustar contas quando chega a hora de conformar listas e aqui, salvo exceções, se passa a faca aos infiéis. Como dizia Kennedy: «perdoa a teus inimigos, mas nunca {olvides} seus nomes». Se uma pessoa {echa} um vista de olhos às listas do PSOE não verá críticos e isso que é um jogo/partido que tem primeiras desde há tempo e devesse levar a gala aquilo de que quando acabam-se os processos internos, todos remam na mesma direção. Pedro Sánchez tem {reclutado} fundamentalmente a {sanchistas} nas listas nacionais, pessoas que apostaram claramente por ele desde o princípio. E Pablo Casado outro tanto/golo do mesmo. {Acabamos} de ver a limpa que fez na qual não há nem {sorayistas} nem {marianistas}. Nos primeiros postos das 52 províncias espanholas só/sozinho há fiéis e pessoas de confiança que se decantaram por ele nada mais iniciar/dar início a corrida/curso.

No caso da Extremadura, no PSOE Belén Fernández Casero, {sanchista}, vai por Cáceres (solicitada diretamente por Ferraz) e em troca Valentín García vai por Badajoz colocado neste caso por Vara. No PP, Alberto Casero vai por Cáceres pedido diretamente por Génova e Víctor Píriz vai por Badajoz por idêntica razão. Ambos representantes populares se desmarcaram desde o princípio da posição regional que se decantava por Dolores de Cospedal e apostaram em Casado.

Para além de as duas formações não houve pugnas destacadas. Só/sozinho o caso de Ciudadanos deu que falar tendo que fazer {apaño} para arranjar a pugna aberta entre Cayetano Polo e Vitória Domínguez. O primeiro irá de candidato à Junta e a segunda ao Congresso por Cáceres onde há possibilidade de {apañar} um cadeira, mas aqui todos são de Ribeiro.

¿E nas autonómicas do 26M? O único jogo/partido que tem pegado dianteira foi o PSOE. As listas por Cáceres e Badajoz à Assembleia, salvo os acordos pontuais com SIEX, são de Vara. Aparelho e governo se situam nos primeiros postos. Quatro conselheiros da Junta ocupam posições de saída, o mesmo que o organigrama ou quadros de chefias do jogo/partido. Trata-se de sua última legislatura como presidente e secretário-geral, está no poder/conseguir e ganhou suas primárias frente a Eva María Pérez e Enrique Pérez Romero. Salvo alguma exceção, não houve ruído, mas isso sim: têm desaparecido críticos e inimigos.

Falta o resto de partidos e terá que estar atentos para ver que rota seguem/continuam, pois o PP pode viver algumas tensões. Não é em vão, na oposição/concurso público faz muito frio e se entram na Câmara Ciudadanos e {Vox} pode ter menos postos a repartir no bando das direitas. Veremos.