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Alarma pelos crimes machistas

 

26/10/2019

Três mulheres foram assassinadas a mãos de seus casais ou ex-companheiros em três dias em Espanha. A frieza dos dados atira cifras que nos situam em plena emergência. A estatística oficial confirma 49 vítimas mortais da violência machista no que vai de ano. O pior dado do lustro. Desde o 2003, já são 1.024 mulheres assassinadas por este flagelo. Se {incluimos} a filhos ou pessoas relacionadas com a vítima, as cifras se disparam. Uma das mulheres foi {abatida} a tiros/lançamentos. Outra morreu degolada diante de sua filha de 11 anos, sobre/em relação a o homem pesava uma ordem/disposição de afastamento. Não só/sozinho são assassinatos, também há um especial {ensañamiento} com a vítima. Os {feminicidios} são a tragicómica e definitiva ponta do {iceberg} de um problema que se estende por toda a sociedade e submete a milhares de mulheres a existências mergulhadas no medo e a opressão. Um {machismo} mais ou menos gradual que toma formas diferentes, mas que sempre está sustentado numa ideia de controlo e poder/conseguir. Qualquer mulher pode ser vítima. As estatísticas mostram que não é questão de idade, nacionalidade ou classe socioeconómica. Um tristíssimo leque que demonstra que estamos perante um problema ideológico, não doméstico. Como tal, sua abordagem deve ser uma prioridade política. No quadro desta perspectiva social e política, resulta letal o {negacionismo} da violência de género. Não é só/sozinho uma ludibria da realidade, mas faz perigar os conquistas obtidas em matéria de igualdade e sementeira/semeia dúvidas onde só/sozinho deveria ter certezas. Três assassinadas em três dias, esta é a verdade indiscutível. Ainda fica muito por fazer e os parêntesis parlamentares não ajudam à implementação de medidas obrigadas e urgentíssimas.