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A agonia do Mar Menor

 

24/10/2019

O vertido de mais de 60 hectómetros cúbicos de água e sedimentos, provocado pela gota fria que assolou a zona faz umas semanas, foi o {detonante} imediato da catástrofe ecológica que vive o Mar Menor, mais de três toneladas de peixes mortos em diferentes praias desta privilegiada lacuna/lagoa salgada, a maior do Mediterrâneo ocidental, um ecossistema único na Europa. Mas, à diferênça do que afirmou o presidente autonómico, esta situação sim tem responsáveis, para além de as circunstâncias meteorológicas que podem atribuir-se a uma mudança climático cujas consequências se {ceban} precisamente nos ambientes mais frágeis. A relação de causa-efeito entre as chuvas torrenciais e a deterioração fatal do Mar Menor não deixa de ser uma curiosidade que não pode esconder a categoria/escalão, isto é, um desleixo continuado da lacuna/lagoa, agredida por multiplos flancos. O Mar Menor está em perigo como resultado de umas décadas nas que a Administração autonómica foi incapaz, no melhor dos casos, de pôr couto às excessos. Um tempo perdido no qual não se têm implantado as medidas necessárias para reverter a situação. O conselheiro de Agricultura de Múrcia declarou que «não há varinha mágica» para oxigenar a lacuna/lagoa, mas é urgente fazê-lo, sem esquecer, como advertiu a ministra para a Transição Ecológica, que é imprescindível abrir um debate profundo sobre/em relação a a ordenamento do território e sobre/em relação a o modelo global. Algo que vai para além de uma gota fria.