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«Temos de saber dizer que não e esse é o problema da pessoas»

MARIO QUINTANA&{lt};b&{gt}; &{lt};/b&{gt};Autor de um livro de poesia e livreiro

 

«Temos de saber dizer que não e esse é o problema da pessoas» - EL PERIÓDICO

por CARMEN HIDALGO merida@extremadura.elperiodico.com
15/04/2019

A literatura esteve sempre presente em sua vida, mas agora é quando se sente orgulhoso de poder/conseguir viver dela. Após deixar atrás seu trabalho como distribuidor de pão, Mario Quintana decidiu montar a editorial {LeTour1987} e, desde há um ano, dirige a livraria A selva dentro. Sua primeira publicação se titula O fracasso faseado do astronauta, um livro de poesia e diário/jornal pessoal que aborda os problemas da infância ao enfrentar a morte, o {desapego} e a confrontação com a idade adulta. Sua apresentação será o próximo 27 de Abril, no centro cultural Alcazaba.

-¿Como chegou à literatura?

-O mundo do livro sempre esteve presente em minha vida. Tive um pai doente que morreu quando eu tinha sete anos e sempre me oferecia um livro. A partir do 11-S foi quando {empecé} a ler a sério, minha mãe me disse que me lesse um livro para não sonhar com tanta catástrofe e isso fiz até ao dia de hoje. Desde que há um ano abri a livraria vivo plenamente da literatura e isso me faz feliz, embora desde há cinco tenho também a editorial.

-Até agora não se tinha decidido a publicitar nada seu...

-Embora na editorial temos uns 20 livros publicados, a verdade é que não me {atrevía} a publicitar algo meu. O fracasso faseado do astronauta é um livro de poemas que escrevi faz quatro anos, porque me {hundí} totalmente na vida, e {creé} a editorial para ter um estímulo. É um livro de poesia muito complicada e devia fazê-lo acessível a toda a gente, por isso tenho metido partes de diário/jornal pessoal, que coneta mais com o leitor que não lê poesia.

-¿Que temas trata no livro?

-Sobretudo a morte, a perda e a vontade de sair adiante. Sou um perito em dececionar à pessoas, mas isso para mim é magnífico, porque quanto mais {decepciono}, mais feliz sou. Neste livro há três ‘{noes}’: o trabalho, a casal/par e a família, neste caso a figura materna. Teve um momento em minha vida em que para ser feliz tive que dizer que não a essas três questões. Em muitas ocasiões temos de saber dizer que não e esse é o grande problema da pessoas.

-¿Há uma mensagem positivo?

-Eu só/sozinho escrevo quando estou triste, de facto acredito/acho que o ser humano não é feliz por natureza, sempre tem altos e baixos, estar no meio é muito difícil, mas no fim do livro sim há um lado positivo, daí que se chame O fracasso faseado do astronauta. Embora as pessoas diz que é um livro tristíssimo, o lado positivo está em que no fim se sobe a escada, que neste caso teria relação com o nascimento de minha filha.

-Como livreiro, ¿que opinião lhe merece o livro eletrónico?

-Não me dá medo o livro eletrónico, porque o livro em papel tem algo romântico e ultimamente os espanhóis nos voltámos muito românticos. É certo que não se vende muito, mas quem consome livros se gasta muito. Acredito/acho que o livro não morrerá e não acabará com as livrarias.

-¿Como valoriza o panorama literário da cidade?

-Há bastantes apresentações de livros, mas nos falta consciencializa de promoção. Temos que sair do {provincianismo}, não porque venha um autor local temos de dar-lhe o primeiro posto na feira do livro. Quando vem um escritor de fora cria/acredite um interesse/juro extra e nós devemos exportar a literatura da Extremadura tão maravilhosa que temos. Mérida é muito literária e não está aproveitada nesse sentido, se calhar lhe falta uma feira do livro potente como centro neurálgico/nevrálgico da Extremadura.