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«Há mais consciencializa sobre/em relação a o autismo, mas fica trabalho»

LOLA MALDONADOAutora de um livro sobre/em relação a o autismo

 

«Há mais consciencializa sobre/em relação a o autismo, mas fica trabalho» - EL PERIÓDICO

por CARMEN HIDALGO merida@extremadura.elperiodico.com
08/04/2019

Juan Manuel é muito bom, carinhoso e sempre está pendente de os seus pais. Tem muita facilidade para assimilar os números e as letras e, a seus seis anos, prefere ver o telejornal ou os concursos de televisão que os desenhos animados. São algumas das traços de Juan Manuel que dá a sua mãe Lola Maldonado, que acaba de publicitar Tu meus olhos, eu teu voz, um relato infantil no qual fala sobre/em relação a o autismo do seu filho. A apresentação do conto será o 11 de Abril, às 19.00 horas, no centro cultural Alcazaba.

-¿Como teve conhecimento de que seu filho tinha autismo?

-A partir dos 18 meses {empecé} a verle atitudes estranhas, porque Juan Manuel dizia mamã, {papá} e água, mas quando chegou a essa idade foi como se seu cérebro se apagasse. Vi que algo não funcionava bem, porque também o tirava ao parque e não jogava com os demais meninos. Quando finalmente os médicos me disseram claramente que meu filho tinha autismo, te muda a vida. Ao início o mundo se te cai em cima porque {desconoces} que é o autismo, o espectro de autismo é muito largo e o neurologista te diz que não sabe como vai a evoluir teu filho. A vida te muda, mas temos de trabalhamos/trabalhámos com constância e dedicação porque isto é muito importante para os meninos que têm autismo. Tens que guiar-lhes no caminho.

-¿Que necessitam estes meninos?

-Necessitam muito parque, jogar com eles, oferecer-los apoios visuais, frases lacónicas... Necessitam muito carinho porque se frustram quando não sabem como expressar-se. Temos de facilitar-lhes a vida dentro das possibilidades de cada um, mas sem {dejárselo} tudo facto/feito, porque também têm que ser independentes.

-¿A sociedade está mais consciencializada sobre/em relação a o autismo?

-As pessoas está cada vez mais consciencializado e envolvido sobre/em relação a o autismo, mas ainda fica muito por trabalhamos/trabalhámos e aprender. Estou numa etapa em que toda as pessoas é muito compreensível com Juan Manuel, mas penso também no dia de amanhã, no instituto/liceu, no futuro de meu filho. Necessitamos ir eliminando barreiras.

-¿Porque é que tem escrito/documento o relato?

-Pensei em contar-lhe aos meninos que era o que lhe passava ao seu companheiro, o porquê não podia falar, e para dizer-lhe o dia de amanhã a Juan Manuel que fi-lo para que seus companheiros o entendessem um pouco/bocado mais, para contar-lhes nossa história. O conto é muito visual, tem umas ilustrações muito bonitas e realistas. A Juan Manuel lhe custam muito as interações sociais, mas sim é certo que cada vez tenta acoplar-se mais aos seus companheiros. Por isso, neste conto dou-lhe principalmente o protagonismo aos seus companheiros, porque sempre digo que a educação no lar é muito importante e dou as graças às mães e pais pelos valores que lhe inculcam a seus filhos para que não vejam diferentes aos meninos com autismo, apesar de suas diferenças. Como só/sozinho há 200 exemplares do conto, os vou {getionando} eu, mas quem esteja interessado pode contactar comigo no Suárez Somonte, que é onde está meu filho.

-¿Como será o ato de apresentação da publicação?

-Será um ato muito adaptado aos meninos, com muitas ilustrações como as do conto de Juan Manuel. Não vou falar de forma aborrecida sobre/em relação a que é o autismo, mas do dia-a-dia de meu filho, por isso quanta mais pessoas vá melhor. É muito importante que saibam que a única diferença que tem meu filho com o resto de meninos é que seu cérebro funciona duma maneira diferente.