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O verão deixa 3.400 desempregados/parados menos, a descida mais baixo desde o 2013

A queda/redução do desemprego fica muito abaixo da dos terceiros trimestres dos últimos três anos. A região ganha 5.900 ocupados e supera a barreira dos 400.000 por vez primeira desde o 2008

 

O verão deixa 3.400 desempregados/parados menos, a descida mais baixo desde o 2013 -

REDACCIÓN / EL PERIÓDICO epextremadura@elperiodico.com CÁCERES / BARCELONA
25/10/2019

A desaceleração económica se transfere cada vez de forma mais patente ao mercado laboral. Durante o terceiro trimestre do ano o desemprego desceu em 3.400 pessoas na região relativamente aos três meses anteriores, no que supõe a descida mais exíguo que se regista entre ambos períodos do ano desde o de 2013, segundo o Inquérito à População Activa (EPA) publicada ontem pelo INE. A melhoria fica muito longe de a que trouxe consigo o verão do ano passado, quando foram 11.300 desempregados menos, e não chega à metade das de 2016 e 2017, que se traduziram em {decrementos} de 7.100 e 7.500 desempregados/parados, respetivamente.

No ritmo de criação de emprego também se aprecia um travagem brusca. Na Extremadura se ganharam 5.900 ocupados, face aos 9.000 que se tinham somado no verão de 2018. É a segunda pior cifra de evolução que se contabiliza entre estes dois trimestres durante os últimos seis anos (no 2017 a cifra de ocupados caiu em 2.600).

Apesar de que o ciclo expansivo do emprego parece revelar seu esgotamento, a queda/redução do 3,3% entre Julho e setembro deixou a cifra total de desempregados na região em 98.200, com o que Extremadura quebra a barreira dos cem mil desempregados/parados justo uma década depois da última vez que o tinha conseguido, no terceiro trimestre de 2009. É o mesmo tempo que fazia que a taxa de desemprego regional, que agora se situa no 19,68%, não estava abaixo do 20%. Também se superou uma fronteira simbólica no caso dos ocupados, com 400.800. Temos de recuar até ao terceiro trimestre de 2008 para ver este parâmetro superando os quatrocentos mil. O grosso da criação de emprego se concentrou no sector serviços (5.200 ocupados mais), embora também foi bom o comportamento na indústria (+1.600) e, em menor medida, na construção (+300). Por outro lado, caiu na agricultura (1.300 trabalhadores menos). Por género, a ocupação só/sozinho aumentou entre as mulheres (+6.300), enquanto nos homens caiu no meio milhar.

Em Espanha, o desemprego desceu entre Julho e setembro em 16.200 pessoas em relação ao trimestre anterior, até situar o total de desempregados em 3.214.400 pessoas. Esta descida do desemprego é inferior aos registados em todos os terceiros trimestres dos últimos sete anos. Não obstante, mais pela inércia de 24 reduções interanuais consecutivas que pelo vigor das presentes, a taxa de desemprego fechou este setembro em níveis prévios à crise, no 13,9%. Temos de remontar-se ao terceiro trimestre de 2008, quando foi do 11,2% para encontrar uma taxa mais baixa.

Apesar de que os dados não são positivos, a economista sénior de {Funcas} María Jesús Fernández, assinala que «a desaceleração vai ao ritmo esperado». Segundo os cálculos desta fundação, a criação de emprego elanguescerá até meados do ano que vem, quando o crescimento tocará fundo e se alternarão trimestres com leves incrementos de ocupação e outros de leves decrescimentos. «O ciclo de crescimento se está esgotando», salientou Fernández.

«Para além de a conjuntura atual, as ainda altas cifras de desemprego nos mostram que as políticas de emprego não estão funcionando», considerou o presidente da consultora {ICSA} {Group}, {Ernesto} {Poveda}. O desemprego praticamente não desceu e o registo de ocupados subiu com muito pouca intensidade. No terceiro trimestre deste ano se criaram 69.400 empregos, o 0,3% mais que no trimestre anterior, o que situou o total de ocupados em 19.874.300 pessoas, seu maior nível em onze anos. No entanto, este aumento de empregos é o menor num terceiro trimestre desde o 2012 e o puxão do sector público compensou cifras que poderiam ter sido mais discretas.

AVALIAÇÕES NA REGIÃO / Sobre/em relação a as cifras da EPA, o presidente da Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, assegurou ontem que com 100.000 desempregados/parados na região não vai-se «a atrever a estar otimista de maneira irresponsável», mas assegurou que «as coisas vão razoavelmente bem». Desde o PP, seu porta-voz de Emprego na Assembleia, Javier Cienfuegos, lamentou que os jovens e as mulheres sejam os «maiores/ancianidade vítimas» pelo desemprego, enquanto a deputada autonómica de Ciudadanos, {Marta} Pérez, recordou que a «leve descida» do desemprego «não retira que Extremadura continue a ser a região com piores dados de emprego do país». Desde Unidas por Extremadura, o também deputado autonómico Joaquín Macías apelou à necessária —no seu entender— «iniciativa» da Junta para «impulsionar» o emprego na comunidade autónoma.

Por seu lado, a secretária de Emprego de CCOO da Extremadura, Ana Isabel González, assinalou que se bem os dados do trimestre «são positivos», também refletem um «deterioração» da situação económica e alguns elementos preocupados como «a tendência a substituir contratos temporários por fixos com o agravante de que isto afeta especialmente às mulheres».