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Vara já tem via livre para optar à reeleição a partir do ano 2023

O plenário/pleno suprime a limitação de mandatos com os votos do PSOE após um {bronco} debate. A oposição/concurso público acusa aos socialistas de pôr o Parlamento «aos pés» do jogo/partido

 

Vista geral do hemiciclo ao início da sessão de ontem. - ASSEMBLEIA

ROCÍO ENTONADO region@extremadura.elperiodico.com MÉRIDA
11/10/2019

Guillermo Fernández Vara já tem via livre para optar à reeleição no ano 2023. O plenário/pleno da Assembleia aprovou ontem, graças à maioria socialista, a eliminação do limite de mandatos do presidente da Junta de Extremadura, estabelecido até agora em dois legislaturas. «Liberdade, democracia e que sejam as urnas as que decidam», defendeu a porta-voz do PSOE, Lara Garlito, que qualificou de «porcaria legislativa» a supressão aprovada em 2014 baixo/sob/debaixo de o governo de José Antonio Monago. Tanto/golo o PP como Ciudadanos e Podemos se opuseram e coincidiram ao acusar aos socialistas de pôr o Parlamento «aos pés» de Fernández Vara e os interesses do PSOE. «Um abuso sem precedentes da maioria absoluta», {clamó} a porta-voz popular, Cristina Teniente.

A proposta aprovada ontem modifica parcialmente a Lei 1/2014 de regulação do Estatuto dos Cargos Públicos em seu artigo oito. Se derroga o afastado terceiro, que estabelecia que não podia ser escolhido presidente da Junta quem já tivesse ostentado este cargo durante dois mandatos sucessivos. Se tem tramitado mediante o procedimento de leitura única (algo que também criticou a oposição/concurso público, que não tem podido apresentar emendas) e saiu adiante após uma ajustada votação: 31 contra e só/sozinho 32 a favor, já que nem o deputado Rafael Lemus nem o próprio Fernández Vara votaram. O primeiro por um erro treinador do sistema e o segundo porque decidiu não estar presente no debate ao tratar-se duma questão que lhe afeta pessoalmente.

Num {bronco} debate com contínuas interrupções e chamadas à ordem, Garlito defendeu que a limitação aprovada em 2014 foi «um jogo de magia trapaceiro» para ocultar os cortes sociais que se perpetraram nessa altura, para além de uma «porcaria legislativa». No entender de os socialistas, esta limitação só/sozinho pode aplicar-se mediante a modificação da Constituição porque «restringe» o direito de sufrágio passivo. Segundo Garlito, o PSOE pretende «pôr no centro da ação de governo as necessidades e problemas dos extremenhos». «Não tem nada a ver com a perpetuação das pessoas nos cargos», assegurou.

CONTRADIÇÕES / Em resposta, toda a oposição/concurso público criticou em bloco as «contradições» do PSOE e o próprio Fernández Vara, que quando se aprovou a limitação mostrou-se partidário e não duvidou de sua legalidade. «Não ofenda à lógica jurídica», disse Teniente a Garlito após {recordar} que outras comunidades autónomas e países «de grande tradição democrática» como França já limitam os mandatos. «Você é uma dos membros do seletivo clube de deputados que levam mais de seis legislaturas no cargo», lhe replicou Garlito, que se perguntou porque é que temos de pôr limites aos que ganham e não aos que perdem.

Teniente criticou a «cobardia absoluta» de Fernández Vara por ausentar-se do debate e não dar a cara perante esta «pouca-vergonha». «Um presidente que submete ao parlamento a este atropelamento não merece ser presidente», disse a popular, que recordou que nos programas eleitorais de 2015 e 2016 o PSOE incluiu como «elementos de democracia interna» a celebração de primárias e a limitação de mandatos. «Batota/logro e porcaria é que justo depois de/após ganhar as eleições com maioria absoluta queira mudar a lei porque 12 anos de governo lhe parece pouco/bocado», reiterou Teniente.

Por seu lado, o porta-voz de Ciudadanos, Cayetano Polo, defendeu que não existe uma razão de peso que justifique a supressão limite de mandatos para além de a necessidade do PSOE de «tapar suas problemas de jogo/partido» e recordou aos socialistas que este tipo de medidas aumentam a {desafección} cidadã até a classe política. Na mesma linha, o deputado de Podemos Álvaro Jaén relacionou a modificação com «aplacar o ruído interno» do PSOE diante da possível sucessão de Vara. Criticou também que se tenha «furtado» o debate ao tramitar a proposta por leitura única.