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Salas defende que a mulher ocupe postos de acordo a sua capacidade

A cientista anima às jovens a trabalhamos/trabalhámos com dedicação para conseguir seus objetivos. Reconhece que ela se tem sentido «muito discriminada», mas a situação mudou

 

Salas junto à conselheira de Economia e o diretor-geral de Universidade, ontem em Badajoz. - EL PERIÓDICO

REDACCIÓN region@extremadura.elperiodico.com BADAJOZ
27/02/2019

A Universidad de Extremadura (UEx) comemorou ontem o Dia Internacional da mulher e a Menina na Ciência com uma conferência da veterana cientista Margarita Salas, que advogou por que a mulher ocupe o posto «que lhe corresponda de acordo a sua capacidade de trabalho». Salas protagonizou junto a outras cientistas um ato organizado na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais de Badajoz, ato ao que também assistiram o reitor da UEx, Antonio Hidalgo, e o presidente da Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara.

Salas contou sua experiência como impulsora da investigação nos campos da bioquímica e a biologia molecular. Partilhou seu testemunho com jovens das diferentes licenciaturas da UEx, a aqueles que animou a trabalhamos/trabalhámos com dedicação e entusiasmo para alcançar objetivos profissionais. Na sua intervenção recordou que é importante que as mulheres ocupem postos no âmbito da Ciência segundo sua capacidade e seu trabalho, se bem ainda existem corridas/cursos «mais duras», como as engenharias, com cifras de matrícula maioritariamente de homens. Em qualquer caso, quis salientar a mudança radical que tem experimentado a sociedade desde seus inícios como investigadora, quando realizou sua dissertação douta na década dos 60, num momento que «se pensava que as mulheres não estávamos qualificadas para investigar».

Salas reconheceu que por isso se tem sentido «invisível e muito discriminada» nos inícios de sua corrida/curso, uma situação que «aos poucos» tem ido mudando até ao ponto em que agora provavelmente passou a ser «demasiado visível». Neste contexto, a cientista defendeu a celebração do Dia da Mulher e a Menina na Ciência, que no seu entender é importante para {recordar} tanto/golo a umas como a outras e ao resto da sociedade que as mulheres e as meninas «existem» e que estas «{eventualmente} poderão ser umas cientistas», informa Europa Press.

Junto a Salas, no ato da Uex também interveio Alba Cervera Lierta, estudante de último ano de doutoramento em computação quântica no Barcelona Supercomputing Center (Centro Nacional de Supercomputação). Sob o título ‘Das {computadoras} aos computadores: breve história de como deixámos de programar as mulheres’, a jovem deu a conhecer de primeira mão seu «brilhante» trajetória cientista. Alba participa habitualmente em eventos de divulgação cientista e dá conversas em institutos e centros cívicos explicando as vantagens que a ciência brinda a nossa sociedade, segundo informou ontem a UEx numa nota.

AUTORIDADES / Por seu lado, o reitor da UEx, Antonio Hidalgo, sublinhou que é fundamental despertar as vocações cientistas entre mulheres. Também, insistiu em que a Universidade é um ente chave na hora de desterrar estereótipos de género e fomentar, em coordenação com os estabelecimentos de ensino básico e ensino secundário, os talentos científicos/cientistas femininos.

Na mesma linha, o presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, assinalou que a consecução da igualdade real entre homens e mulheres é um dos grandes reptos/objetivos deste século. O responsável do Governo regional disse que esta é uma tarefa difícil, dado que ainda continuam a ser muito complicadas a conciliação e a igualdade de oportunidades, e porque persistem modelos preestabelecidos que condicionam em grande medida as decisões que se tomam no futuro.

Fernández Vara refletiu sobre/em relação a a importância dos modelos e destacou como referentes a duas mulheres presentes na celebração do ato, a bioquímica asturiana Margarita Salas e a química extremenha María Victoria Gil. Reconheceu que ficam muitos passos que dar para conseguir a igualdade e como exemplo citou à Uex, uma universidade jovem que tem 185 catedráticos dos que «só/sozinho 30 são mulheres».