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O presidente da Câmara Municipal de Olivença não cederá espaços para o museu da caça

O presidente Vara «respeita e partilha» a decisão do mandatário

 

REDACCIÓN MÉRIDA
11/10/2019

O presidente da Câmara Municipal da localidade de Badajoz de Olivença, Manuel González Andrade, anunciou a noite de quarta-feira que não cederá espaço público municipal para instalar nele museu da caça, porque é um projeto que «não representa aos {oliventinos} e {oliventinas} nem pode representar o futuro de progresso» deste município, uma decisão que o presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, respeita e partilha. Segundo explicou o presidente da Câmara Municipal na sua página de Facebook, a proposta de instalar o museu da caça chegou à Câmara Municipal de Olivença em Março, por parte de um homem que ele não conhecia e que «além disso nunca apelou a nenhuma relação pessoal com ninguém nem da Câmara Municipal nem da Junta». Na proposta, relata o presidente da Câmara Municipal, o impulsor do projeto relatava que «queria doar sua coleção de animais, ao que parece de incalculável valor, para criar com ela um museu», e dava a opção de fazê-lo em Olivença «sem nenhum custo para nós nem para a administração regional».

Assim, González Andrade esclareceu além disso que «nunca se pediu nenhuma contraprestação económica por isso», embora admite que sim se contemplaram por parte da Junta o realizar «obras menores de reabilitação para adequar ao museu a rés-do-chão da Universidad Popular». Admitiu que esta coleção em «um princípio pudesse ter valor didático, histórico e muito potencial turístico» para a localidade, mas no entanto, assinalou que no domingo passado pôde ler umas declarações do proprietário que demonstram «um conceito/ponto da caça diametralmente oposto ao da caça sustentável do meio rural», e nas que «além disso se {vanagloria} de ser franquista, de ter matado a mais de 420 espécies de animais, algumas delas em perigo de extinção», assinalou.

Por tudo isso, «este projeto não pode representar-nos, não representa aos {oliventinos} e {oliventinas} nem pode representar o futuro de progresso de Olivença», disse o presidente da Câmara Municipal, para assegurar que esta coleção «não terá cabida em nenhum prédio público municipal».

Após a mensagem do presidente da Câmara Municipal, o presidente da Junta mostrou seu respeito a esta decisão, sobre/em relação a a que disse não tem «nada mais que dizer». «É uma decisão que não só/sozinho respeito, mas não tenho mais que partilhá-la».