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O pessoal de Almaraz inicia seus protestos para pedir 10 anos mais

Os representantes dos trabalhadores se reunirão com a propriedade da planta o próximo 7 de Março. Uns quinhentos empregados, segundo o comissão de trabalhadores, assistiram a esta primeira concentração

 

Concentração de trabalhadores ontem à entrada da Central Nuclear de Almaraz. - EDUARDO PALOMO / EFE

REDACCIÓN / AGENCIAS
27/02/2019

Centenas de trabalhadores da Central Nuclear de Almaraz —uns quinhentos, segundo os cálculos do comissão de trabalhadores— se concentraram ontem às portas da instalação para demandar uma prorrogação da atividade produtiva da planta de pelo menos dez anos a partir de quando expira a atual licença de exploração, no 2020. Trata-se de a primeira das concentrações que se previu realizar todas as terças-feiras e quinta-feira, de 14.45 a 15.30 horas, até ao próximo 28 de Março, três dias antes de que acabe o prazo para solicitar a renovação do autorização.

«Tudo o que sejam menos de dez anos é um fracasso para Almaraz, para a região do Campo Arañuelo e para Extremadura», incidiu ontem César Vizcaíno, presidente do comissão de trabalhadores da central, que informou que os representantes dos trabalhadores foram convocados a uma reunião o 7 de Março em Madrid pelas empresas proprietárias da instalação (Iberdrola, Endesa e {Naturgy}), que também manterão um encontro com a equipa de governo {almaraceño}.

Em relação ao Plano Integrado de Energia e Clima ({PIEC}), aprovado pelo Conselho de Ministros na sexta-feira passada e que contempla a saída da energia nuclear do sistema elétrico espanhol entre 2025 e 2035, Vizcaíno criticou que para além de esse horizonte se mantenham os ciclos combinados de gás, que são poluentes de CO2, enquanto se prescinde das nucleares que «produzem zero emissões». «Não entendemos como pode ficar uma energia que não é limpa, que está produzindo gases de efeito de estufa e que além disso é a que está a fazer que agora mesmo a luz seja mais face. Não nos entra na cabeça», aduziu.

Vizcaíno também confirmou a convocatória, juntamente com a plataforma cidadã Vida —criada a finais do ano passado em defesa do Campo Arañuelo e da continuidade da central—, duma marcha que terá lugar às seis da tarde do dia 11 de Março entre a Central Nuclear e a Câmara Municipal de Almaraz, onde se lerá um manifesto.

Por seu lado, o presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, salientou ontem que não vai a permitir «em seu dia» o fecho da planta cacerenha se não há «alternativas claras» que gerem não já o mesmo emprego «mas mais». Vara assegurou que lhe parecem «bem» as reclamações dos trabalhadores, e que mesmo as apoia e as compreende «perfeitamente».

Em qualquer caso, recordou que não se produziu o que os piores augúrios anunciavam, «primeiro que ia a fechar no 2020, depois que ia a fechar no 2023», ao passo que destacou que seja qual for finalmente a data de encerramento/encerra, se contam «no mínimo» com nove ou dez anos pela frente/por diante para trabalhamos/trabalhámos e que se têm que aproveitar. «Já veremos logo o que acontece, porque de aqui a ali podem acontecer muitas coisas», esgrimiu o presidente extremenho, quem incidiu na necessidade de trabalhamos/trabalhámos para que se estabeleçam empresas e indústrias na zona, como as duas primeiras em implantar-se, na semana passada, em {Expacio} Navalmoral, e após as quais «virão outras nos próximos meses». Neste sentido, assinalou que na nova convocatória dos incentivos agroindustriais a região de Campo Arañuelo «vai a levar mais pontos que as demais» no que a estabelecimentos de indústrias do sector agroalimentar se refere.

MOÇÃO NO SENADO/ Por outro lado, a Comissão para a Transição Ecológica do Senado instou ontem ao Governo central a rejeitar o fecho da central de Almaraz com os votos de PP, a rejeição de Unidos Podemos-Em {Comú} {Podem}-Em Maré, e a abstenção do resto dos grupos parlamentares.

A iniciativa foi defendida pelo senador extremenho do PP Diego Sánchez Duque, e nela se insta ao Executivo a que a instalação se mantenha ativa enquanto cumpra as condições técnicas e de segurança exigidas; a autorizar a prorrogação da vida útil da central e, uma vez autorizada, dar início um plano alternativo de desenvolvimento económico e social que gere, pelo menos, o mesmo nível económico e de emprego que se cria/acredite hoje em dia.

«Os anúncios do Governo, nacional e regional, de fechar centrais nucleares continuam gerando {intranquilidad} na população, que vê desaparecer uma fonte de riqueza e criação de emprego», assegurou Sánchez Duque através de um comunicado.