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Pelo menos uma vintena de pseudoterapias se oferecem na região

A {radioestesia}, {aura} {soma}, {diafreoterapia}, {digitopuntura} ou a medicina {antroposófica}, estão entre as que se oferecem. São algumas das 73 técnicas que o Governo considera que não têm suporte científico/cientista.Outras 66 estão ainda em estudo

 

Uma pessoa sustenta na sua mão um embalagem com uma substância homeopática. - EL PERIÓDICO

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
15/04/2019

Pelo menos uma vintena das técnicas que o Ministério da Saúde tem incluído em sua lista de pseudoterapias se oferecem atualmente na Extremadura. Entre elas estão a {radioestesia}, {aura} {soma}, {diafreoterapia}, {digitopuntura}, {gemoterapia}, geobiologia, medicina {antroposófica}, método {Grinberg}, terapia regressiva ou {rebirthing}. Nalguns casos se praticam em centros permanentes. Noutros, a domicílio.

Todas fazem parte da relação de 73 técnicas para as que o Governo não encontrou «nenhum suporte no conhecimento científico/cientista com metodologia o suficientemente sólida que sirva para avaliar sua segurança, eficácia e eficácia, pelo que se podem classificar como pseudoterapias».

Ao todo, foram analisadas 139 referências. Relativamente às 66 restantes, «o facto/feito de que existam publicações relativas a estas práticas não implica que a técnica esteja apoiada pelo conhecimento científico/cientista e que se avalize sua eficácia e segurança», pelo que serão estudadas de modo individual em sucessivos relatórios. Aqui aparecem outra trintena mais em diferentes povoações extremenhas, algumas tão estendidas como o yoga ou a osteopatia e outras mais exóticas como o {Chi}-{Kung}, a biodança ou a terapia {craneosacral}.

As terapias pseudocientistas podem representar um perigo para a saúde bem porque levem a um abandono de um tratamento avalizado cientificamente bem pelo dano que ocasionam de forma direta, para além do prejuízo económico que supõem. A Associação para Proteger ao Doente de Terapias Pseudocientistas ({APETP}) apresentou em Janeiro passado o ‘Primeiro relatório/informe sobre/em relação a falecidos por causa de as pseudoterapias em Espanha’, no qual se situou a forquilha de mortes anuais por culpa destas técnicas entre as 1.210 e as 1.460. Entre os casos que se cita/marcação/encontro no estudo figura um em Badajoz, em 2004, quando um homem de 67 anos morreu após o consumo de dois produtos homeopáticos

Como parte das ações de sensibilização e informação a favor da evidencia cientista os ministérios de Saúde e de Ciência têm habilitado/tesoureiro uma site (www.{CoNprueba}.é) que alojará todos os contidos relacionados com as ações do Governo face às pseudociências e as pseudoterapias.

Em muitos dos casos, estas terapias se oferecem como solução a problemas físicos e transtornos emotivos ou de conduta apesar de não ter nenhum aval científico/cientista. Neste sentido, Pedro Hidalgo, presidente do Colégio Oficial de Médicos da Província de Badajoz, esgrime que na pseudociência a miúdo se conjugam dois problemas fundamentais: que quem a exerce «não está qualificado nem intitulado e que o que se oferece não está contrastado cientificamente». Porque, enfatiza, «a medicina é uma. Não há medicinas alternativas nem alternativas à medicina. E a medicina é cientista».

O lista de saúde inclui algumas referências, em especial dentro das técnicas em «avaliação», cuja presença pode resultar chamativa, como o yoga, a {musicoterapia} ou a risoterapia. Aqui, incide Hidalgo, a questão é «não confundir. É bom praticar o yoga, mas que não te digam que com ele vamos curar algo». Noutros casos, como o da homeopatia, matiza/precisa que «não tem contrastada sua eficácia, o que é igual a placebo, e assim temos de {decírselo} ao cidadão». Trata-se, «primeiro de não fazer mal e, segundo, de não confundir», resume.

Qualquer pode acabar caindo nestas pseudoterapias num determinado momento de sua vida, seja qual for seu nível educativo ou status social. «Te {encuentras} pessoas formadas, mas que estão consumindo pseudociência», conta o presidente dos médicos badajocenses. E é habitual que afete em situações de especial vulnerabilidade como quando se faz frente a uma doença.

Nem a escola de médicos de Badajoz nem o cacerenho têm constância de que tenha atualmente facultativos árbitros na região desenvolvendo este tipo de práticas. Tanto/golo um como outro permitem comprovar em suas webs se um profissional está árbitro ou não em suas respetivas províncias. À parte, «{realizamos} um controlo de todos os médicos que estão árbitros e de que técnicas utilizam», precisa Carlos Arjona, presidente do Colégio Oficial de Médicos de Cáceres. E se há alguma denúncia ou queixa (que também pode realizar-se via web), «{investigamos} o que estão a fazer».

E se não é um médico árbitro quem está em questão, se comunica à conselheria qualquer prática «que {consideremos} que não está submetida a uns critérios de avaliação cientista. Não vale que digam que pode supor uma melhoria para a saúde, temos de demonstrá-lo», {arguye} Arjona. «Nós o que {aconsejamos} sempre à população é que se pensam que a pessoa que está detrás não é médico, consultem nossa página ou chamem diretamente aos dois colégios extremenhas, onde lhe diremos se o é ou não e que licenciatura tem, para que não seja enganado», anota.

A Escola Profissional de Fisioterapeutas da Extremadura foi um dos mais ativos na hora de denunciar estas más práticas sanitárias, que seu presidente, Juan José Jiménez Merino, considera que estão fundamentalmente «vinculadas com o intromissão». Das 139 técnicas compreendidas no plano de proteção do Governo, precisa, «há umas 20 que podem ser próprias de fisioterapia». Não obstante, acredita que se tem cometido «uma barbaridade» incluindo neste grupo algumas como a osteopatia, a {acupuntura}, o drenagem linfática, a {quiropraxia}, a hidroterapia ou a {reflexología}, «que fazem parte da fisioterapia desde há muitos anos» e também de seus planos universitários. Disciplinas que para poder/conseguir-les aplicar, isso sim, temos de ter a {diplomatura} ou o grau/curso universitário. «O verdadeiro problema é que se estão utilizando como terapias por intrusos que não são profissionais sanitários. Isto é algo muito diferente a que sejam pseudoterapias, porque realmente estão avalizadas pela evidencia cientista, pelas sociedades cientistas nacionais e internacionais ou pelos protocolos dos sistemas sanitários». Uma postura que partilha a nível nacional o conselho geral de colégios e que se expressou ao ministério através de um escrito/documento.

«É uma luta que temos já desde há muitos anos. Há muita intromissão na Extremadura na fisioterapia», sustenta Jiménez, que afirma que nos últimos quatro anos apresentaram pelo menos uma trintena de queixas por este motivo, «e não presintamos mais porque não nos fazem nem caso», critica. No seu entender, «não funcionam os serviços de inspeção». «O que se nos responde é que há um vazio, que os inspetores não podem meter-se com pessoas que não são sanitários. Isto é incongruente, que não seja possível controlar aos centros que podem fazer mal à cidadania, enquanto a nós nos obrigam, que é algo que me parece bem, a controlos rigorosos».

Igualmente, Jiménez carga/carrega contra os centros de formação e academias onde preparam a os seus alunos «em três ou quatro meses». «O que não se pode permitir é que pessoas que não são sanitários, que aprendem estas técnicas nestes cursos, possam fazer as mesmas funções que faz um fisioterapeuta.

O presidente deste colégio profissional adverte das consequências que pode trazer recorrer a estes profissionais. «Tenho tratado muitas complicações de pessoas que vão a estes falsos fisioterapeutas», assegura, pelas sequelas que estes lhes têm ocasionado ao tratar de curar contracturas, lumbalgias, {pinzamientos} {discales} ou roturas/quebras {fibrilares}. «Se pode ficar a uma pessoa tetraplégica por uma má manipulação o pescoço», avisa.