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A oposição/concurso público denúncia «desprezo» da Junta por não registar as contas

PP, {Cs} e {UPE} criticam que os orçamentos não cheguem até ao segunda-feira à Assembleia. Os porta-vozes dos grupos falam de «atropelamento» e recusam fazer avaliações

 

De Miguel, {Carrón} e Pérez, ontem, durante uma conferência de imprensa combina na Assembleia regional. - EUROPA PRESS

REDACCIÓN region@extremadura.elperiodido.com MÉRIDA
23/11/2019

Os porta-vozes dos grupos da oposição/concurso público compareceram ontem de maneira combina para denunciar «o atropelamento» e o «desprezo» que a Junta de Extremadura mostrou com a Câmara regional por apresentar na sede de Presidência os Orçamentos Gerais de 2020 sem ter-los registado previamente na Assembleia.A porta-voz de Unidas por Extremadura, {Irene} de Miguel; de Ciudadanos, {Marta} Pérez, e do PP, Luis Alfonso Hernández Carrón, criticaram que pela primeira vez o Executivo se tenha saltado o procedimento estabelecido numa mostra que atribuem à maioria absoluta de que goza o PSOE na Assembleia extremenha.

Por este motivo, os porta-vozes se negaram a analisar, como costuma ser habitual, o projeto das contas regionais, que não serão registados na Câmara regional até ao segunda-feira, já que até esse dia não terão acesso oficial aos mesmas. Segundo recolhe/expressa Efe, Hernández Carrón indicou que com o processo da Junta se passa duns orçamentos «{fake}», como eram os de 2019, a uns «orçamentos fantasmas» para a oposição/concurso público «porque não se lhes pode ver nem tocar, mas parece ser que existem». No seu entender, a vicepresidenta deveria dar explicações duma situação que se produz por «primeira vez na história» e qualificou como «suspeito» que a oposição/concurso público não possa aceder aos orçamentos «para saber se são certas» as cifras que «se estão a dar com cabelos e sinais aos jornalistas».

«O PP não vai a posicionar-se sobre/em relação a propaganda e {panegíricos}», manifestou Hernández Carrón, quem qualificou de «ludibria» e mostra de soberba duma maioria absoluta que tenta «calcar» instituições que representam também aos que não votaram ao PSOE. Também pediu amparo à presidenta da Assembleia, Branca Martín, para que defenda a todos os deputados, e se pergunta se ela sabia que as contas iam a apresentar antes de registá-las e se pode certificar-lhe aos grupos que desde ontem e até ao segunda-feira não vai haver variações nas cifras «ou pode ter algum {borronazo}» durante o fim-de-semana.

Por seu lado, {Marta} Pérez qualificou de «ultrajante» o trato que se lhe deu à oposição/concurso público e acrescentou que se esta vai ser a tónica do PSOE nestes quatro anos «pois apaga e vamos-nos, {cerremos} o parlamento e que sejam eles os que façam e desfaçam». A porta-voz de Ciudadanos recordou que a Junta de Extremadura sempre mostrou respeito pelos grupos parlamentares, sobretudo no que diz respeito aos {PGEX}, e lamentou que a imprensa disponha de um dossier das contas e a oposição/concurso público «esteja a cegas». No seu entender, a forma de apresentar as contas «não é a adequada» e evidencia «o rolo oportunista ao que está submetendo o PSOE à oposição/concurso público».

{Irene} de Miguel indicou que o facto/feito pela Junta de Extremadura lhes parece «uma falta de respeito, insulto e desprezo» ao trabalho da Assembleia, já que ao não registá-los se impede que a oposição/concurso público tenha acesso às contas e «possamos {desentrañar} a letra pequena que estes escondem». «É algo insólito, nunca antes se tinham apresentado desta maneira em democracia», disse a porta-voz de {UPE}, que considera que é um «sintoma da maioria absoluta do PSOE, que quer {laminar} o trabalho da oposição/concurso público» e que lhe permitirá ao Governo regional «um fim-de-semana de bons titulares porque a oposição/concurso público não pode fazer seu trabalho».

Como consequência do proceder do Governo regional na hora de apresentar os orçamentos autonómicos para 2020, de Miguel manifestou que terão que «esperar até ao segunda-feira para conhecer o que os jornalistas têm podido conhecer hoje de palavras da vicepresidenta», pelo que recusou fazer avaliações até então.