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A negociação do campo se quebra a dois meses de que decaia o convénio

Os sindicatos rejeitam diminuir as pretensões e estudarão mobilizações

 

Recolhida da azeitona. -

R. CANTERO
23/10/2019

Os sindicatos e as organizações agrárias começam a ficar sem tempo para negociar o novo convénio do campo. Depois de/após 10 meses de conversações, a reunião de ontem em Mérida terminou com as duas partes levantando's da mesa sem avanços, sem uma nova data para negociar e dando por quebrado o diálogo do campo. As duas partes se tinham citado ontem de manhã com o fim de avançar a nova redação do convénio coletivo do qual dependem mais de 60.000 empregos, mas as diferenças no cômputo da jornada anual (as {opas} querem que se eleve a 1.800 para compensar o incremento salarial deste ano), o registo horário (os sindicatos exigem que se faça diário/jornal, como determina o real decreto que o regula) e o adubo/prestação/pagamento das horas extraordinárias (as {opas} apresentam que as duas primeiras se paguem como as ordinárias) não têm propiciada nenhum aproximação.

documento de mínimos/ Sindicatos e patronal têm até ao 31 de Dezembro para reativar a negociação. De não fazê-lo, o convénio decairá e a contratação do campo passará a reger-se pelo que marque o Estatuto dos Trabalhadores, que é um documento de mínimos e portanto abaixo dos acordos que recolhe/expressa um convénio coletivo.

O presidente de {Apag} Extremadura {Asaja}, Juan Metidieri, assinalou após a reunião que «salvo milagre ou mudança radical de atitude dos sindicatos», {llegaremos} a 2020 sem convénio no campo e criticou aos representantes dos trabalhadores que vão à negociação «com linhas vermelhas».

Também o representante de UPA, José Cruz, pediu aos sindicatos «que cedam, porque os agricultores não podem fazer já mais sacrifícios» e assegurou que sem esse projeto «não faz sentido sentar-nos num diálogo de surdos».

O dirigente de {COAG}, Juan Moreno, lamentou que «depois de/após 10 meses esteja incrustada a negociação» e recordou a negociação de 2011, {plagada} também de desencontros.

Por seu lado os sindicatos criticam que as {opas} pretendam diminuir as condições do convénio e aumentar as horas anuais para «compensar» o incremento do salário mínimo. «Faremos assembleias. Mas eu, como sindicato, não vou negociar diminuir direitos», assinalou Miguel Talavera, de UGT.

Também Jesús Martín, de CCOO, assegurou que o que apresentam as {opas} é «inaceitável». «Não podemos precarizar mais o campo», disse. As organizações agrárias estudarão nesta semana se iniciam mobilizações para reclamar que não se diminua o convénio coletivo.