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Mais da metade dos extremenhos adultos compra pela internet

O fez o 54% da população entre os 16 e 74 anos, quase todos eles nos últimos 12 meses. A cifra de aqueles que têm adquirido produtos no mês anterior aumenta quase um 43% desde o 2016

 

REDACCIÓN epextremadura@elperidico.com CÁCERES
07/11/2019

Na próxima segunda-feira celebra-se o dia do solteiro, uma iniciativa que surgiu em China como reação a São Valentín e que se está expandindo com êxito até outros mercados graças a Alibaba, o gigante asiático do comércio eletrónico. Será o primeiro marco da época alta do comércio on line, que terá sua seguinte paragem no black friday. Neste ano será o 29 de Novembro quando tenha lugar esta popular —e global— jornada de descontos nas compras através da internet. Descontos que se  prolongarao até ao cyber monday, outro fenómeno consumidor organizado sótrês dias depois, o 2 de Dezembro. E ainda ficarão várias semanas mais para que o Natal continue a apontalar o idílio que, desde há uns quantos anos, mantém com o ecommerce.

À medida que a internet se faz mais omnipresente na nossa vida diária, a aceitação do comércio eletrónico continua consolidando-se. Sua faturação aumentou no primeiro trimestre de 2019 em Espanha um 22,2% interanual até alcançar os 10.969 milhões de euros, segundo os últimos dados da Comissão Nacional dos Mercados e a Competência (CNMC).

Na Extremadura, mais da metade dos adultos —de entre 16 e 74 anos— tem adquirido pelo menos uma vez em sua vida bens ou serviços através da rede. Concretamente, a proporção é do 54,7% (431.112 de um total de 788.139). Além disso, quase todos eles asseguram terlo feito no último ano (416.263, um 52,8%), segundo a Sondagem sobre/em relação a equipamento e uso de tecnologias de informação e comunicação nos lares 2019 do INE.

A proporção é ainda significativamente inferior à média espanhola, que está oito pontos acima (62%), mas é inegável que as cibercompras se têm disparado na região. Algo que confirmam os dados do INE, de acordo aos quais 232.500 extremenhos declaram ter recorrido a elas no último mês. Na mesma estatística, mas de 2016, aqueles que o afirmavam eram algo menos de 162.700, com o que houve um auge do 42,9%. E se se recua no início da década, ao 2011, nessa altura apenas tinha 51.400, com o que o número se tem multiplicado por 4,5 desde então.

Voltando aos dados de 2019, igualmente significativa é a frequência com a que os extremenhos realizam atualmente pedidos através da rede. Os que têm comprado entre uma e duas vezes no trimestre anterior à realização da sondagem se aproximam aos 169.000, enquanto aqueles que fizeram o próprio de três a cinco vezes superam os 114.000; à volta de 26.000 se moveram entre as seis e as dez aquisições, e aqueles que excederam esse limiar foram uns 31.700.

OS PRODUTOS / As duas categorias rainhas dos produtos comprados pelos extremenhos nas lojas virtuais são, por um lado, a conformada pelo material desportivo e a roupa (um 64% dos consumidores nos últimos doze meses tem encarregado este tipo de bens); e, por outro, o dos alojamentos para férias (60,4%). Também com percentagens altas aparecem os bens duradouros para o lar (45,8%); as entradas para espetáculos (41,3%); o equipamento eletrónico (31,1%); outros serviços de viagens (aluguer de carros ou notas/bilhetes de transporte público, entre outros); e os livros —incluídos os eletrónicos—, jornais e revistas (26,2%).

Quanto ao origem dos vendedores dos produtos, ganham por goleada os espanhóis, a aqueles que têm comprado um 92% dos usuários. Se bem, como precisa o mesmo INE, neste afastado se incluem também as direções web nacionais de multinacionais. Um 35% foi cliente nos últimos doze meses de firmas de outros países da União Europeia e um 31% de empresas do resto do mundo

OS PROBLEMAS / Poupança de tempo, comodidade ou descontos são os atrativos do comércio eletrónico, um formato disponível 24 horas ao dia e que não entende de que domingos ou feriados se pode ou não abrir. Não obstante, também tem seus riscos e inconvenientes. 26.270 dos compradores (6,3% de aqueles que usaram o {ecommerce} no último ano) tiveram algum inconveniente. «Se deve ter muito cuidado na hora de meter-se na internet e comprar, temos de ver onde se está a fazer», incide José Manuel Núñez, presidente de Facua Extremadura. Convem ver, explica, se na web da empresa figuram seus dados de contacto (como correio electrónico, telefone...) ou se está domiciliada na UE (as reclamações noutros países podem ser mais complicadas). Comprovar que aparece um candeado na barra/balcão de direções ou desconfiar se se apreciam «símbolos estranhos ou faltas de ortografia notórias» são outras das recomendações que realiza o responsável desta organização de consumidores.

Mas mesmo, acrescenta, às vezes também as empresas «solventes e sérias» cometem erros dos que logo tentam não responsabilizar-se. Este passado verão, por exemplo, uns dois milhares de consumidores de toda Espanha se somaram à plataforma que Facua pôs em marcha para denunciar perante as autoridades de consumo à companhia Dell por negar-se a entregar milhares de computadores portáteis que vendeu desde sua web por 35 e 39 euros. A assinatura alegava que tratava-se de um erro, apesar de que confirmou os pedidos.

Núñez também relembra que quando «compras alguma coisa pela internet e não o recebes, se não tomaste posse material do bem, a responsabilidade desse envio não é da agência camionista, mas de quem te o vende. É algo que não toda a gente sabe».

Entre os extremenhos, os problemas mais frequente foram os atrasos na entrega (88,6%), enquanto num 60,8% das ocasiões os produtos ou serviços foram entregues com defeitos ou eram diferentes aos encarregados e um 43% deles tiveram dificuldades para encontrar informação sobre/em relação a garantias ou outros direitos legais. Um 35,7% sofreu dificuldades relacionadas com a fraude e a um 32,7% se lhes puseram obstáculos a reclamações e indemnizações ou não se lhes deu uma resposta satisfatória.