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{Liberbank} apresenta recortar entre um 5% e um 8,75% o ordenado a sua plantel/quadro

O ajuste se aplicaria de forma temporal de 2020 a 2022, sem redução horária. Também quer eliminar determinados benefícios sociais e condições salariais

 

Exterior da escritório principal de {Liberbank} em Cáceres, ontem. - EL PERIÓDICO

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
24/10/2019

{Liberbank}, o banco no qual ficou integrada Caja Extremadura e cuja plantel/quadro soma já mais de um lustro encadeando Processos de Regulação de Emprego, voltou a apresentar ontem um novo ajuste laboral à representação sindical. Entre outras medidas, a entidade pôs em cima da mesa um corte salarial anual que iria de 5% ao 8,75% para os ordenados acima do convénio, o que afetaria a uns dois terços dos trabalhadores, segundo apontaram fontes sindicais. O corte se aplicaria entre o 2020 e o 2022 e não implicaria redução horária, à diferênça do que tinha acontecido até agora. De facto, a partir do ano próximo se recuperaria a abertura de escritórios às quintas-feiras à tarde. Durante este mesmo triénio se prescindiria das contribuições aos planos de pensões.

Na reunião de ontem com os sindicatos, a primeira para negociar este novo {ERE}, {Liberbank} também avançou a sua intenção de suprimir de forma definitiva determinados benefícios sociais e condições salariais que existiam em cada uma das caixas de origem (para além de Extremadura, Cantabria, Cajastur e Castela-A Mancha). Entre elas, seguros de vida e de saúde, contas remuneradas ou ordenados de nascimento, casal e defunção. Estas últimas, como as ajudas familiares que também pretende eliminar, afetariam em particular aos trabalhadores procedentes de Caja Extremadura.

Igualmente, se apresentou a desconexão durante três anos do convénio, o que acarretaria a inaplicabilidade deste prémio e das ajudas de estudos e para a formação e creche dos filhos de empregados. A mobilidade geográfica nos possíveis fechos de escritórios, o reordenamento dos serviços centrais e estabelecer jornadas singulares em determinados lugares estratégicos, são outras das pretensões da entidade.

O banco, que conta com uma plantel/quadro de à volta de meio milhar de empregados na região, justifica este {ERE} nas atuais condições do mercado e no impacto que em seus margens está tendo a política monetária de tipos baixos.

«{Liberbank} é um claro exemplo de má gestão, que não se arranja recortando direitos aos trabalhadores», criticou ontem Miguel Ángel Rodríguez Castellano, secretário-geral do sindicato {Sibank} nesta entidade, que assegurou que o pessoal de {Liberbank} é, «{objetivamente} falando, a mais produtiva do sector e a pior paga». Além disso, recordou que, «sem acordo com os sindicatos, não cabe a desconexão de convénio nem a suspensão de benefícios sociais».

Desde UGT, se qualificou como «inaceitáveis» as medidas anunciadas pelo banco e se confiou em que para a próxima reunião, que será na terça-feira próximo, «nos tragam propostas que reconheçam o esforço da plantel/quadro depois de/após mais de seis anos de {EREs} encadeados». Nesta mesma linha, a secção sindical de CSIF, sublinhou «o esforço» que têm realizado os trabalhadores durante este período e atribuiu à «gestão pouco/bocado previdente» dos diretivos da entidade sua atual situação.