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A Junta pede os terrenos da central de Valdecaballeros

A titularidade era de Endesa e Iberdrola, mas já se lhes tem compensado por isso

 

Imagem da protesto em 1990 pedindo o fecho de Valdecaballeros. - EL PERIÓDICO

REDACCIÓN
25/10/2019

A Junta de Extremadura tem solicitado ao Governo de Espanha a cessão dos terrenos, localizações e instalações da Central Nuclear de Valdecaballeros, ativos que estão a disposição do Estado após cumprir-se a compensação a Endesa e Iberdrola, que tinham até agora a titularidade.

Assim o acordou o Conselho de Governo da Junta de Extremadura, celebrado no passado terça-feira 22, em base ao estabelecido na Lei 54/1997, de 27 de Novembro, do Sector Elétrico.

Esta possibilidade se contempla ao ter percebido/recebido as companhias elétricas a totalidade da compensação prevista pela paralisação nuclear definitiva estabelecida na Lei 40/1994, de 30 de Dezembro, de Ordenação do Sistema Elétrico Nacional.

Em virtude da citada moratória nuclear, se paralisou a posta em marcha das centrais nucleares de Valdecaballeros e {Lemóniz} (Vizcaya), em troca duma compensação para ressarcir a compra dos terrenos e os investimentos realizadas em seu dia por estas companhias.

Concluída dita compensação, os ativos da central nuclear estão a disposição do Estado, pelo que se pode iniciar/dar início o processo de cessão à Comunidade Autónoma, segundo o Executivo extremenho.

A partir deste momento, a Junta realizará os trâmites necessários estabelecidos na legislação do Sector Elétrico e a cessão definitiva deve formalizar-se através de uma Ordem/disposição do Ministério para a Transição Ecológica.

Os terrenos ocupam uma extensão de 2.500 hectares localizados nos termos municipais de Valdecaballeros, Castilblanco e Alía. Neste espaço, existem infraestruturas rodoviárias e de condução elétrica de diversa tipologia.

Além disso, o terreno está atravessado pelo arroio Valdefuentes e o rio {Guadalupejo}, nos que se localizam dois pequenas presas.

Uma vez decididas as gestões para a cessão e publicada a Ordem/disposição Ministerial, na qual se está a trabalhar conjuntamente pelo Ministério e a Vicepresidência Primeira do Executivo extremenho, os terrenos, localizações e instalações da central nuclear passarão a fazer parte do património da Junta.