+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

A habitação como refúgio da felicidade

Assim o entende o ex-presidente uruguaio José Mújica, que pede compatibilizá-lo com o interesse/juro imobiliário

 

REDACCIÓN CÁCERES
28/03/2019

Peritos advogam por pôr o direito à habitação nas agendas políticas

Um encontro internacional de peritos desenha desde ontem em Cáceres as propostas que deveriam incluir-se para situar o direito à habitação no centro das agendas políticas, já que o acesso à mesma «tornou-se num dos grandes reptos/objetivos que enfrenta a sociedade em todo o mundo».

Assim o manifestou Carmen Sánchez Miranda, Chefe de Escritório de ONU-Hábitat España, na inauguração do Congresso ‘Construindo o Direito à Habitação’. Segundo indicou, «a rápida condomínio está exercendo uma pressão sobre/em relação a o chão sem precedentes», uma afirmação que tem ilustrado com um dado para mostrar a «magnitude deste problema», como é que para fazer frente às necessidades de habitação até ao 2030, «teria que estar construindo desde hoje mais de 96.000 habitações ao dia», informa EFE.

Para a delegada da ONU, se está assistindo a um fracasso no sector da planificação humana e os estados mais pobres se enfrentam a «deficiências de recursos humanos e deficiências institucionais que provocam que o acesso à habitação seja limitado», mas «também nos países mais ricos, onde há desafios críticos em torno do repto/objetivo da habitação».

Durante a inauguração se projetou um vídeo do ex-presidente de Uruguai e membro do Comité de Honra do Congresso, José Mujica, que manifestou que «o urbanismo não deve pensar só/sozinho no interesse/juro imobiliário, mas em facilitar a felicidade humana e ter em conta as características antropológicas do homem».

Também precisou Mujica que a habitação «é parte da formação cultural» dos menores e que «há direito a que a vida seja uma quota, não uma carga/carrega, com questões materiais básicas decididas como teto e comida/almoço».

Na inauguração também estiveram presentes Guillermo Fernández Vara, Elena Nevado, Francisco Fernández Marugán, Defensor del Pueblo de España; e {Lluís} {Comerón} {Graupera}, presidente do Conselho Superior de Colégios de Arquitetos de España.

Vara advogou por levar o direito à habitação de forma mais eficaz à constituições e as grandes leis, para o que fazem falta «grandes consensos».

Também se {referió} a que Extremadura tem o parque social maior de toda España «com sérias dificuldades para dar resposta à procura» e matizou/precisou que «por isso temos de investir em habitações sociais» e «investir em manter» esses imóveis que, além disso, é um aspeto que gera emprego.

Após este ato, a conferência inaugural correu a cargo do arquiteto e Prémio Pritzker 2016 Alejandro Aravena.