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A escasso investimento público atrasaria a 2056 as grandes obras da região

Segundo {Seopan} e {Sener}, ao ritmo atual de contratação seriam necessários 37 anos para autoestradas e depuradoras. As construtivas identificam 31 projetos prioritários por valor de 1.739 milhões que instam a executar já

 

Veículos circulando pela autoestrada Ex-{A1} à altura de Galisteo, numa imagem de arquivo. - EL PERIÓDICO

REDACCIÓN region@extremadura.elperiodico.com MÉRIDA
09/05/2019

As autoestradas autonómicas Cáceres-Badajoz e Zafra-Xerez dos Cavalheiros ou o último troço da Ex-{A1} para unir Extremadura e Portugal não serão realidade antes do ano 2056 se a licitação de obra pública se mantém nos níveis atuais. Assim o põe a manifesto um relatório/informe elaborado pela engenharia {Sener} para a Associação de Empresas Construtivas Concessionárias de Infraestruturas ({Seopan}), que aponta que de seguir/continuar o ritmo de contratação como até agora se tardariam «37 anos» em culminar estes e outros 30 projetos identificados como «prioritários» para o desenvolvimento da região. Em seu conjunto/clube, suporiam um investimento de 1.739 milhões de euros.

O relatório/informe, intitulada Análise da investimento em infraestruturas prioritárias em Espanha, identifica um total de 31 atuações prioritárias para Extremadura que segundo {Seopan} (o coletivo se criou em 1957 e aglutina às principais construtoras e concessionárias de serviços do país, entre elas Acciona, {ACS}, {Ferrovial}, Sacyr, OHL ou Aqualia) deveriam ter-se impulsionado no período 2017/2020, por tratar-se de infraestruturas chave para o desenvolvimento da região que é necessário acometer a curto prazo. No entanto, lamentam, ao ritmo de contratação atual seriam necessários 37 anos para completá-las.

Entre elas encontram-se a finalização da Autoestrada do Norte da Extremadura (EX-A1, o troço Moraleja-Oeste de Portugal) e os quatro troços da EX-{A3}, de Zafra a Jerez de los Caballeros. O investimento prevista para estas atuações é de 151 e 265 milhões, respetivamente, e o estudo de {Sener} e {Seopan} destaca que em ambos casos se conta «com o projeto construtivo aprovado mas sem licitar obra».

Em relação à futura autoestrada que unirá Cáceres e Badajoz, e que finalmente acometerá o Governo central depois de/após que a Junta tenha cedido ao Ministério de Fomento a gestão da estrada autonómica Ex-100, o relatório/informe assinala que tem «o projeto construtivo em redação». Também, a linha de Alta Velocidade (TGV) Madrid-Extremadura-Frontera Portuguesa, é outras das atuações que se menciona.

{Seopan} e {Sener} consideram prioritárias outras 21 atuações relacionadas com as Estações Depuradoras de Águas Residuais ({EDAR}) e a melhoria do abastecimento, saneamento e depuração. {Seopan} adverte também do «elevado défice investidor por habitante» em infraestruturas de ambiente (171 euros) na Extremadura, enquanto em infraestruturas do ciclo integral da água é de zero euros.

PLANIFICAÇÃO / Por outro lado, no estudo se identificam 814 atuações em fase de planificação por valor de 103.780 milhões de euros de investimento total, realizáveis no período 2017/2021. No relativo ao ciclo integral da água se identificam 510 atuações por montante de 12.014 milhões recolhidas na planificação hidrológica 2016-2021. Em matéria de ambiente, 32 atuações de 6.522 milhões com execução temporal em 2017/2020, em cumprimento da regulamento estatal e europeu que proíbe o vertido direto de resíduos municipais sem pretratamento.