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Cocaína, a droga pela que mais atende Projeto Homem, com o canábis em alta

Um 88% dos atendidos na Extremadura são homens e a idade média se situa nos 34 anos. O álcool, só/sozinho ou combinado com outros consumos, se mantém como a segunda causa de tratamento

 

Branca González Santos, terapeuta de Projeto Homem em Plasencia. -

REDACCIÓN
01/07/2019

As causadas pela cocaína e o álcool se situam como as duas principais dependencias atendidas por Projeto Homem na Extremadura, mas com uma presença crescente do canábis. Segundo os dados facilitados por esta entidade, dentro do total de pessoas assistidas por ela entre Janeiro de 2015 e meados de Junho deste ano, a principal causa para receber/acolher tratamento foi a dependencia à cocaína (31,49% dos casos). Seguidamente aparece o álcool, já seja por seu consumo em grandes quantidades/quantias (3,87%), ou em doses não tão elevadas (16,57%). Noutro 4,42% das ocasiões a dependência das bebidas alcoólicas estava combinada com o consumo doutras drogas.

Em terceiro lugar figura o canábis, com um 13,26%, uma substância cuja problemática tem experimentado uma evolução em alta nos últimos anos. «Se está vendo um incremento sobretudo entre as pessoas mais jovem. Se está normalizando seu consumo e chegando a um ponto no qual fumar um charro se vê quase como fumar um cigarro», lamenta Branca González Santos, terapeuta de Projeto Homem em Plasencia. «O que a maioria te diz é ‘porque me fume um charro não me vai a passar nada, porque a mim me descontrai’. Não se dão conta do problema que implica», acrescenta, ao passo que avisa de que os consumos desta droga se estão a dar cada vez a umas idades mais precoces e que seu abuso «está a gerar muitas doenças mentais e transtornos a nível psiquiátrico, desde esquizofrenia a ter surtos psicóticos, exatamente o mesmo que te pode passar com a cocaína».

Sim que há diferença, matiza/precisa, entre o canábis e outras substâncias no tempo que decorre até que se deixam sentir os efeitos de seu consumo sobre/em relação a o organismo tanto/golo a nível físico como mental. «Tarda mais em notar-se do que pode acontecer com a cocaína, a heroína ou qualquer outra substância e seus efeitos são menos visíveis. Para ver o desgaste que produz numa pessoa tem que passar muito mais tempo», precisa.

Pelo contrário, a heroína, dependencia a cujo tratamento mais se vinculava Projeto Homem quando esta organização {echó} a andar nos anos oitenta, apenas supõe já um 3,31% dos tratamentos. «O consumo tem descido muitíssimo. A heroína injetada praticamente já não se vê», explica.

OUTRAS SUBSTÂNCIAS / As estatísticas de atendidos por Projeto Homem na Extremadura se completam com um 1,66% por ao uso de {anfetaminas} e igual percentagem correspondente ao resto de substâncias (como as {benzodiazepinas} ou os {barbitúricos}). À parte, há outro 13,81% no qual não há identificada uma única substância como motivo principal do problema (diferentes modalidades de policonsumo, excetuando quando está implicado o álcool) e outro 9,39% no qual o consumo de mais duma substância chega a ser diário/jornal.

Quanto ao perfil das pessoas atendidas, trata-se maioritariamente de homens (um 87,91% das vezes, frente a um 12,09% de mulheres), com uma idade média de 34 anos. A maior parte —um 70%—, são solteiros e «uma percentagem muito alto não têm estudos ou são os básicos», assinala Branca González, que esclarece também tratar-se habitualmente de pessoas integradas em seu ambiente social. «Não costumam vir de famílias desestruturadas. Suas problemas vêm derivados do consumo».

Na hora de pôr fim a as diferentes dependencias, indica que «não há diferenças» no tratamento. A conduta, o comportamento, ou as atitudes, são as mesmas numa pessoa que consome uma substância ou outra. Se trabalha exatamente da mesma maneira».

A nível nacional, o ‘Relatório/informe 2018 do Observatório Projeto Homem sobre/em relação a o perfil das pessoas com problemas de dependencia em tratamento’ recolhe/expressa que o 90% manifesta consumos regulares ou problemáticos com o álcool, apesar de que esta substância não seja o principal motivo de petição/pedido de ajuda, algo que acontece no 37,3% de pedidos/solicitações de tratamento, seguido/continuado do 34,9% que fê-lo por cocaína, o 8,9% pelo canábis e o 3% pela heroína.