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Clamor no sector do olival por uma queda/redução de preços que ameaça seu futuro

Extremadura conta com umas 40.000 explorações e são o {sostén} da economia em muitos povos/povoações. O quilo de óleo/azeite caiu um 44% no último ano e afoga ao cultivo tradicional, que supõe o 80% na região

 

Dirigentes das {opas} extremenhas junto a outros manifestantes, ontem em Madrid na manifestação para reclamar preços dignos para o olival. - EL PERIÓDICO

R. CANTERO region@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
11/10/2019

O sector o olival reivindicou ontem em Madrid medidas específicas para pôr travão às práticas que estão ameaçando o futuro do sector. Após um grande cartaz na qual se podia ler Em defesa do olival tradicional. Não ao despovoamento, uns 30.000 {olivareros} de toda Espanha, muitos deles procedentes da Extremadura, foram à mobilização convocada conjuntamente por {Apag}- {Asaja}, UPA-{UCE} e {COAG} e percorreram o centro da capital, até à sede do Ministério de Agricultura, para reclamar uns preços mais justos em origem que proporcionem ao negócio uma rentabilidade que se perdeu por práticas que qualificam de «especulativas». A questão central é que num momento no qual a procura está crescendo acima da oferta, o preço em origem do azeite tem caído um 44% durante o último ano (passou de 3,53 euros/quilo em Junho de 2018 a cotizações abaixo dos dois euros/quilo na atualidade), o que está muito abaixo dos custos de produção atuais (entre 2,25 e 2,75 e até 3,75 euros por quilo nas produções mais tradicionais). A colhe deste ano , além disso, prevê-se «má», com uma queda/redução estimada em torno do 35%, o que faz ainda mais difícil entender que o óleo/azeite se esteja vendendo abaixo dos dois euros, como agora, segundo denunciam as organizações agrárias.

Junto a uns preços mais justos, os produtores {relaman} medidas concretas na PAC para proteger ao olival tradicional face à proliferação dos cultivos intensivos e superintensivos (dão maior produção em menos superfície) e que a UE atualize as condições para ativar o armazenagem privado, que não se têm variado em anos e fixam preços muito abaixo dos atuais custos de produção (1,77 euros) e diminuem portanto eficácia a esta ferramenta.

Na Extremadura há umas 40.000 explorações dedicadas ao olival e mais de 280.000 hectares dedicados a este cultivo. Mais do 80% das produções são tradicionais e muitas delas «não são profissionais», recordam desde o sector. Essa não é uma questão menor pela incidência que tem na economia local de muitos povos/povoações, onde pequenas explorações supõem o complemento da economia de muitas famílias.

O FUTURO DO SECTOR/ Na manifestação participaram os dirigentes das três organizações agrárias na Extremadura, que alertaram da ameaça que supõe a situação, não só/sozinho para o sector na Extremadura, que é essencialmente tradicional, mas também para a economia familiar de muitos povos/povoações e a subsistência do ambiente rural.

«O sector do olival é o complemento de muitas economias familiares e tem por isso um grande impacto na economia local de muitos povos/povoações. Num ano bom, se diz que lhe tem tocado a lotaria ao povo/vila», recordou o dirigente de {Apag} Extremadura {Asaja}, Juan Metidieri. Advertiu para além de que num contexto como o atual no qual prevê-se uma colhe má «é muito difícil explicar que o preço do óleo/azeite esteja em dois euros, quando o custo de produção se situa entre 2,25 e 2,75 euros em média».

Por seu lado Ignacio Huertas, dirigente de UPA-{UCE}, reclamou «medidas concretas» na PAC para o olival tradicional e requereu uma atualização de preços em assuntos como o armazenagem privado: «não podemos seguir/continuar com preços de faz 30 anos dado que os custos não são os mesmos» questionou. Exigiu além disso que se ponha couto a práticas comerciais como a venda a perdas ou a utilização do óleo/azeite «como produto reclamo».

Juan Moreno, dirigente de {COAG} na região incidiu no impacto que o cultivo tem na «subsistência do meio rural». «Isto é um {SOS} às administrações para que se ponham as pilhas», advertiu.