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Ciência para predizer doenças

Um grupo extremenho dirigido pelo {neumólogo} Fernando Masa participa num projeto de investigação europeu que tem conseguido 20 milhões de euros para desenvolver dispositivos capazes de advertir de diferentes patologias e suas recorrências H Os médicos da região desenharão os parâmetros que deverão medir esses aparelhos e validarão os resultados em 40.000 maiores/ancianidade

 

Investigadores 8 Os {neumólogos} Francisco Javier Gómez de Terreros Caro y Fernando Masa, no Hospital San Pedro de Alcántara de Cáceres. - FRANCIS VILLEGAS

G. M. region@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
17/03/2019

¿Se imagina que um dispositivo eletrónico como poderia ser o relógio que leva posto ou seu próprio telemóvel pudesse advertirle de que tem sintomas relacionados com o Alzheimer? ¿Ou que lhe {avisara} antes de que o {asma} que padece pudesse agravar-se e pôr em risco sua vida? Isso é precisamente o que tenta conseguir a aliança entre a tecnologia e a medicina e um dos campos nos que trabalham dezenas de investigadores de meio mundo, entre eles, alguns extremenhos.

Um grupo formado por quatro médicos do Servicio Extremeño de Salud (SES), liderados pelo {neumólogo} do Hospital San Pedro de Alcántara de Cáceres Fernando Masa, participa num novo projeto de investigação europeu que acaba de conseguir 20 milhões de euros numa das convocatórias do programa Horizonte 2020. O objetivo deste trabalho é desenhar dispositivos tecnológicos capazes de detetar doenças ou previr a recorrência destas em pacientes que já sofrem alguma patologia.

O grupo extremenho é um dos 43 sócios de sete países da União Europeia que se têm marcado este repto/objetivo com o que se procura melhorar a vida dos cidadãos comunitários e fazer mais eficientes os serviços de saúde. «É um projeto muito {ilusionante}, há muita gente implicada e um orçamento importante que não se poderia destinar a investigação em só/sozinho um país», explica o médico Masa.

Desde aqui, os médicos {extermeños}, todos {neumólogos}, se encarregarão de dotar de conteúdo às diferentes ferramentas ou dispositivos eletrónicos que outros grupos de engenheiros ponham em marcha. «Nosso trabalho consiste em determinar que variáveis são as que podem predizer eventos e doenças para introduzir-les nesses dispositivos e {porteriormente} estipular como se avalia sua eficácia, como {determinamos} que efetivamente isto é benéfico para a saúde», acrescenta Masa. Primeiro se desenvolverão uma série de dispositivos piloto que se provarão nalguns pacientes para ensinar ao próprio sistema e depois estes chegarão a uma mostra mais larga de 40.000 pessoas maiores/ancianidade. Os extremenhos validarão depois os resultados: «teremos que determinar se realmente existe um benefício para a cidadania». Para este facultativo trata-se de um projeto com muito futuro. «A tecnologia aplicada à medicina pode ter grandes benefícios, já há grupos investigando nesta linha», aponta Masa.

O envelhecimento

A investigação em questão está dirigida principalmente às pessoas maiores/ancianidade, porque é o coletivo que mais frequentemente sofre algum tipo de problema de saúde e que poderia também resultar mais beneficiado se suas vidas são mais saudáveis e independentes. E não está focado a uma só doença. «Não se concreta/concretiza, trata-se de algo mais geral. Há uma parte do projeto focada à prevenção primária, isto é, pacientes que não têm nenhuma doença e aos que se lhes pode detetar precocemente patologias como o Alzheimer, por exemplo. Logo há outro grupo que já são pacientes porque têm doenças e aí o que podemos detetar são problemas que lhes façam piorar e isso suponha um internamento hospitalar, por exemplo, num paciente com doenças respiratórias como {EPOC} ou {asma} que em inverno podem agravar-se, estes sistemas que se querem desenhar poderiam predizer o desenvolvimento desse evento», explica o facultativo do hospital cacerenho.

«O envelhecimento joga um papel primordial nesta investigação, é um problema que preocupa enormemente a Europa e nesta linha, o trabalho consiste em ver se com uma ferramenta tecnológica podemos predizer um evento de saúde e se podemos antecipar-nos a que aconteça e iniciar/dar início os tratamentos adequados de forma precoce para evitá-los ou reduzir os danos», aponta o médico.

Os sócios –indústrias, pme, associações, centros de investigação, sistemas regionais de saúde e universidades– que participam neste projeto de investigação europeu, denominado {Smart} {Living} {Homes} – {Whole} {Interventions} {Demonstrator} {for} {people} {at} {health} {and} social {risks} ({GATEKEEPER}), têm 42 meses para desenvolvê-lo. A partir de aí, serão seus próprios resultados os que marquem o caminho a seguir/continuar, mas o futuro soa promissor. «O que se suspeita e por isso se apresenta este projeto, é que se tu {eres} capaz de detetar, e em consequência tratar, mais precocemente um evento primário, uma doença que não tinha aparecido até agora ou a recorrência dalgum problema de saúde já detetado, se evitarão custos sanitários, mais trabalho aos sistemas de saúde e melhorará a qualidade de vida dessas pessoas. Trata-se de usar tecnologia para a prevenção de doenças e para sua deteção precoce. Isso é o que queremos fazer».