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A chamada dos sarauís

A Federação {Sáhara} Extremadura insta às famílias extremenhas a ser acolhedoras este verão dos meninos que vivem como refugiados nos acampamentos de {Tinduf} (Argélia)

 

Despedida 8 Três meninas do programa ‘Férias em paz’. - EL PERIÓDICO

R. S. R. region@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
09/05/2019

Chegam com a emoção e o medo na olhar, as primeiras noites não podem evitar as lágrimas; mas aos poucos vão adaptando a um lar muito diferente ao que eles conhecem. É outro cheiro, são outros sabores. Eles vivem em lojas num acampamento de refugiados; em sua nova casa há torneiras, escadas, camas com colchões. Têm entre 10 e 12 anos e procedem de {Tinduf}, em território de Argélia. A Federação {Sáhara} Extremadura ({Fedesaex}) mandou ontem uma mensagem para instar às famílias extremenhas a ser acolhedoras de meninas e meninos sarauís durante este verão.

Até finais de Maio é possível iniciar/dar início os trâmites para ser um lar temporal para eles, «uma experiência vital que muda a vida aos menores, mas também aos pais», recordam desde esta entidade.

Mais de duas décadas

Desde há mais de 20 anos, nos meses de Julho e Agosto, numerosos municípios da comunidade autónoma recebem a meninos e meninas sarauís dentro do programa Férias em Paz, um projeto integrado por pessoas voluntárias de diferentes associações de solidariedade com o povo/vila sarauí que pertencem a {Fedesaex}.

Existe um grupo de trabalho que se encarrega da formação, o apoio e a resolução de todo o tipo de dúvidas das famílias que se animam a ser parte desta experiência. Há, igualmente, colaboração com a Delegação Sarauí para Extremadura.

Baixo/sob/debaixo de o mote Muito mais que Férias, «este programa persegue a melhoria das condições sanitárias e alimentares das meninas e meninos que nos acompanham durante esses meses, o fortalecimento de suas capacidades socioeducativas e interculturais, bem como a sensibilização e informação a nossa sociedade sobre/em relação a a injusta situação do povo/vila sarauí», explicam desde a federação.

O certo é que os menores procedem do território argelino de {Tinduf}, onde, a partir de 1975, se estabeleceram famílias que fugiram quando Marrocos iniciou a ocupação e a repressão e Espanha decidiu abandonar sua província do {Sáhara} Ocidental.

Foi a conhecida como Marcha Verde, que lançou o rei {Hassan} II (pai do atual {Mohamed} VI), para anexar-se esse terreno. Nessa altura o Frente Polisário iniciou uma {guera} de guerrilhas contra a ocupação marroquino.

Desde então a situação destas famílias não mudou; continuam a ser refugiados.