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A autoestrada Cáceres-Badajoz sai da gaveta após uma década

A Junta recolheu a ideia de {reconvertir} a Ex-100 em 2006: se escolheu o melhor traçado entre três alternativas, se aprovaram o estudo ambiental e os projetos de seus quatro troços, mas a falta de financiamento enterrou durante anos a iniciativa, até agora

 

A autoestrada Cáceres-Badajoz sai da gaveta após uma década - EL PERIÓDICO

G. M.
01/07/2019

É uma velha aspiração. Uma das grandes cadeiras pendentes na Extremadura para uns e uma conexão desnecessária para outros. Mas para além de a opiniões, agora sim, pode começar a contemplar-se como uma realidade. Pelo menos uma parte do projeto para unir Cáceres e Badajoz por autoestrada já tem saído da gaveta. As extremenhas são das poucas capitais de província em Espanha que ainda não estão unidas por uma autoestrada direta, mas o acabarão estando. ¿Quando? Primeiro se anunciou que estaria lista para o 2011, logo se falou de 2013 e agora já ninguém atreve-se a pôr data final. Embora sim se considera uma de início das obras: entre finais deste ano e o 2020, mas não mais tarde.

É a previsão depois de/após que o Ministério de Fomento tenha dado o primeiro passo esta última semana. O Boletim Oficial do Estado ({BOE}) aprovou na segunda-feira o projeto de construção do primeiro subtroço da autoestrada Cáceres-Badajoz: da A-66 ao rio {Ayuela}. Os primeiros 13,5 quilómetros dos mais de 87 que terá a infraestrutura. Este último trâmites supõe que o projeto de construção se submete a informação pública para realizar as expropriações necessárias. Após o período para formular alegações, e segundo os prazos estabelecidos, os trabalhos poderiam licitar-se em finais de este mesmo mês de Julho e as obras iniciar/dar início's no último trimestre do ano. São estimações, porque ninguém atreve-se a concretizar datas.

Ano 2006: A primeira pedra

O ex-presidente da Junta de Extremadura, Juan Carlos Rodríguez Ibarra, pôs a primeira pedra do desdobramento da Ex-100 em Novembro do ano 2006. Foram apenas cinco quilómetros, de Badajoz a {Gévora}, o embrião, mas aquela atuação serviu para anunciar o início da ansiada autoestrada entre Cáceres e Badajoz. E nessa altura já tinha vozes (entre elas as corporações de ambas cidades) que diziam que ia tarde, que a Junta tinha tardado demasiado tempo em admitir «a necessidade» da reconversão daquela estrada regional.

Logo se iniciaram os trâmites administrativos. Se apresentaram até três corredores diferentes –no primeiro momento teve mesmo um quarto traçado– e em 2008 a Junta se decantou pela alternativa que decorre junto à atual Ex-100: a mais direta, a mais rápida (41 minutos de percurso/percorrido) e a que teria um menor impacto ambiental.

Se descartaram nessa altura as outras duas propostas elaboradas que, ao contrário de a escolhida, se afastavam da futura via da Serra de São Pedro (obstáculo principal ao ser Zona de Especial Proteção de Aves e Lugar de Importância Comunitária): uma que apresentava a possibilidade de ligar a autoestrada A-66 desde Aldea del Cano com a Ex-100 e desde aí até Badajoz com uma autoestrada paralela até à atual estrada; e outra alternativa que se desligava completamente da conexão atual e que unia a A-66 desde Casas de Don Antonio com a capital de Badajoz e contornava tudo o paragem da serra de São Pedro.

Decidido nessa altura o traçado, o seguinte passo foi iniciar/dar início a tramitação ambiental. Em Março de 2009 se publicou oficialmente a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável ao corredor selecionado, com o que a administração já podia proceder a adjudicar os projetos construtivos. Se lançaram os concursos para realizar esses projetos em cada um dos quatro troços em que se divide a futura autoestrada, se lhe pôs nome (a Ex-{A4}) e se começou a falar de datas: no 2013 poderia ser uma realidade. Mas antes se chamou às portas do Ministério de Fomento à procura de orçamento, a chave.

O acordo com Fomento

A finais de 2009 o nessa altura ministro de Fomento, José Blanco, vinho a Extremadura. Reuniu-se com o presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, e selaram um acordo/compromisso: a Junta pagaria os estudos informativos, a declaração de impacto ambiental, os projetos de construção e expropriações e o ministério pagaria os mais de 300 milhões de euros nos que se quantificava nessa altura a obra. E uma vez concluída a autoestrada, passaria a fazer parte da Rede de Estradas do Estado.

Mas tanto/golo aquele convénio como a redação dos projetos, que já estavam concluídos, se estacionaram num gaveta durante anos. ¿Porque é que? Não tinha orçamento para passar do papel. Nem no governo autonómico nem no governo central. Chegou a crise económica, a união das duas capitais extremenhas saiu da lista de prioridades e no 2016 se deu {carpetazo} a uma década de trâmites sobre/em relação a o futuro da estrada Ex-100. Em Julho desse ano, a Junta fechou o trâmites administrativos desta infraestrutura com a publicação no Diário/jornal Oficial da Extremadura (DOE) do fim dos contratos com as empresas que se tinham encarregado de redigir os projetos de cada um dos troços do traçado do que seria a Ex-{A4}. «Atualmente não é uma prioridade e não há disponibilidade orçamental nem para neste ano nem para o seguinte», reconheceu José Luis Navarro, nessa altura conselheiro de Economia e Infraestruturas.

Trâmites prestes a caducar

Não obstante, o projeto nunca se tem descartado por parte de nenhum governo. «É uma infraestrutura necessária e importante», segundo a Junta, por isso a incluiu no último Plano Plurianual de Infraestruturas 2016-2030 (mas com um custo mais elevado, superior aos 500 milhões de euros). E parece que agora, treze anos depois de/após aquela primeira pedra do desdobramento de Badajoz a {Gévora} (o embrião), o projeto volta a ativar-se. Não é também não casual. Alguns dos trâmites administrativos já realizados, como a Declaração de Impacto Ambiental, caducam a finais de 2020. E isso significa que tanto/golo o trabalho, como o tempo e o dinheiro investido até então (quase 4 milhões) não servirá já para nada.

Por isso, o Governo regional lhe passou a testemunha ao Executivo central e este, por enquanto, tem recolhido rápida o luva. Faz apenas duas semanas que a cessão da estrada se fez oficial: a Ex-100 já deixou de pertencer à Junta e volta a ser titularidade do Ministério de Fomento, recuperando seu nome {primigenio}, a N-523.

Da Ex-{A4} à {A-48}

Este transferência/trespasse/passagem supõe, entre outras coisas, que a futura autoestrada já não se chamará Ex-{A4} como se lhe batizou. Sua denominação final será {A-48}, integrando's assim na autoestrada que já une Trujillo e Cáceres, à que agora terá que acrescentar também Badajoz como destino final. «Em nenhum momento o Governo de Espanha duvidou de que a têm que pagar eles», afirmava recentemente o presidente Fernández Vara. Também assegurava que aquele projeto que agora se tem tirado da gaveta necessita uma atualização e se dão um prazo de seis meses para isso.

Ainda assim, desde o ministério acaba-se de dar outro passo mais. O projeto do primeiro subtroço está aprovado por Fomento, publicado no {BOE} em fase de exposição pública e, portanto, quase pronto/inteligente/esperto para licitar as primeiras obras. Os processos agora começarão desde Cáceres. O traçado completo são algo mais de 87 quilómetros e coneta a A-66 à altura de Cáceres com a A-5 em Badajoz. O corredor se divide em quatro troços e pelo menos seis subtroços (ver gráfico) e o primeiro sobre/em relação a o que se atuará será o subtroço que liga a A-66 com a Ex-100 até ao Rio {Ayuela}. São uns 13 quilómetros, nos que se contempla para além de dito ligação, dois viadutos, oito passos superiores e um passo inferior que custarão uns 70 milhões. Agora sim, a autoestrada entre Cáceres e Badajoz parece que por fim {echa} a filmar fuera dos gabinetes mais duma década depois.