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Escolas de orgulho local: o caso de Arroyo de la Luz

 

SANTOS Jorna
26/10/2019

Na luta pelo repto/objetivo demográfico são fundamentais as políticas ativas de emprego e as de acessibilidade para o usufrua duma habitação, mas não deveriam ser descuidadas aquelas outras tendenciosas não só/sozinho a questões materiais de primeira ordem como são o trabalho, a habitação ou a saúde, se não as culturais, que devem ter como objetivos prioritários os sentimentos de pertenença, de identidade, de orgulho por ser de um determinado município seja grande, mediano ou dos mais pequenos da nossa comunidade autónoma.

No caso de Arroyo de la Luz vamos a dar início pela primeira vez ‘A escola de orgulho {arroyano}’, um espaço destinado a ensinar e a aprender tudo aquilo que representa nosso município e do que deveríamos sentir-nos orgulhosos, parte da sua história, suas tradições, seu recursos naturais, seu património, seus atrativos turísticos, seus recursos públicos municipais, seu tecido associativo, seus empreendedores e empresas.

O objetivo claro: que não tenha nem um só/sozinho menino ou menina, jovem, ou adulto que não conheça que é na verdade Arroyo de la Luz, é a primeira pedra para quererlo, apreciá-lo, verle todos os seus lados positivos e sobretudo alcançar a compreender quais são todas suas oportunidades presentes e futuras.

Amar a teu povo/vila, sentir-te orgulhoso de ser do mesmo, é algo que não só/sozinho temos de deixá-lo em mãos do sentimento pessoal de cada um, se não que pode e deve ensinar-se, um povo/vila além disso como peça chave duma região, uma província, um país, um projeto europeu e sobretudo de um mundo com o que quer partilhar valores e princípios universais.

Pensar em global e atuar no local, mas também pensar no local e atuar no global. Ser do povo/vila, se viva onde se viva, portanto incorporando também a todos e cada um dos emigrantes {arroyanos}, aos que temos começado a identificar como ‘Embaixadores de Arroyo’, em qualquer lugar do planeta onde residam. No caso de meu povo/vila, Arroyo de la Luz, estamos cada dia descobrindo uma parte importante da sua história remota e próxima, como um ser vivo que não só/sozinho nos mostra como é, se não como foi, em coisas que às vezes ignorávamos e hoje {descubrimos}.

Este mesmo ano 2019, deve passar à história de Arroyo de la Luz por ter-se descoberto pela primeira vez e graças a um descobrimento quase fortuito de um cidadão extremenho, Um anta em nosso montado municipal ‘A Luz’, um anta que representa nada mais e nada que menos, que o que agora se pensava e se escrevia por historiadores locais e regionais, de que podíamos ter duzentos ou trezentos anos antes de Cristo como início da existência de colonato humano em território {arroyano}, hoje esse anta nos demonstra que teve povoadores, faz uns 3000, 4000 ou mesmo 5000 anos antes de Cristo, quase nada.

Faz uns anos sendo presidente da Câmara Municipal, {organizamos} umas jornadas para oferecer outro facto/feito histórico que durante muitos anos tinha passado inadvertido por nosso povo/vila, um homem chamado Fernando Parrón, que nasceu em Arroyo em 1724, se batizou na igreja da Asunción, se fez frade esteve no convento franciscano {arroyano}, em Trujillo, cruzou o Atlántico e esteve no México, mudando-se até Estados Unidos, chegou a fundar juntamente com outros dois monges a primeira construção civil e portanto a cidade que hoje se conhece com o nome de São Diego, sede da frota naval maior do mundo e com perto de 1,5 milhões de habitantes.

Um {arroyano}, Fernando Parrón, co-fundador de São Diego no ano 1769. E outro norte-americano mas já no passado século XX {Alan} {Lomax}, um {etnomusicólogo}, considerado o maior compilador de canções do século XX, na visita a Espanha que fez no ano 1952, chegou até Arroyo de la Luz, e aqui gravou a um bom número de {arroyanas} cantando as canções que as suas mães, avós e bisavós já cantavam, hoje o cancioneiro de canções tradicionais e autóctones de Arroyo de la Luz, é um dos mais importantes do nosso país, e se catalogou na coleção ‘{spanish} {Recordings}’ percorrendo o mundo inteiro e fazendo parte dum dos arquivos mais importantes das músicas e culturas do mundo, um facto/feito que foi documentado pelo vídeo que o diretor extremenho de cinema {Jerónimo} García realizou no ano 2013 ‘O correr do Arroyo’ com o patrocínio do Câmara Municipal {arroyano}.

Hoy Arroyo da luz, segue/continua correndo por conhecer o que foi, e o que hoje é, mas sobretudo para com isso construir um presente e um futuro diferente, ao que as tendências globais estendem a levar à maioria de povos/povoações e cidades duma região como a nossa. Por isso Memória face ao esqueço, Orgulho em lugar de resignação, motivação e emoção substituindo ao desânimo. E tudo isso se ensina e se aprende.

*Vereador de objetivos de desenvolvimento sustentável, economia circular e repto/objetivo demográfico de Arroyo de la Luz.