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Uma viagem do lama às estrelas

O amor-próprio, entre as chaves para impulsionar um clube que superou momentos complicados

 

Onze inicial do Extremadura em 2007 em Calzadilla de los Barros. - R.M.

Manolo Franganillo em sua época de jogador na primeira época. - {EP}

RODRIGO MORÁN
22/08/2019

Numa barra/balcão de bar, uma noite do verão de 2007 e entre amigos. Nesse contexto se cozinhou o germe do que hoje em dia é o Extremadura UD, o clube que representa a toda uma região na liga de futebol profissional. Manuel Franganillo, Diego Madera, Tomás Bravo ou Juan Diego Rodríguez, entre outros, conversavam sobre/em relação a a problemática situação do {CF} Extremadura e a possibilidade mais que palpável de que Almendralejo se ficasse sem futebol durante muito tempo após seu dobro descida/desmpromoção a Preferente e mais de seis milhões de euros de dívida. ¿E se {fundamos} um clube?, {espetó} um. ¿E porque é que não?, disseram todos.

E nessa noite de Julho nasceu o Extremadura, que foi inscrito no Registro Mercantil como associação desportiva o 21 de Agosto de 2007, pelo que ontem celebrava seu duodécimo aniversário. Aquele verão foi um tempo de máxima ilusão/motivação para esse conjunto/clube de atrevidos, jovens e {pasionales}, que sonhavam com criar um Extremadura que, pelo menos, {representara} a Almendralejo em Terceira Divisão. ‘Despertar uma ilusão/motivação’ foi o mote de sua primeira campanha para competir em Primeira Regional, em campos de terra, de lama e de pedras.

Talvez, o facto/feito de vir desde tão abaixo, faz saborear muito mais o êxito de hoje em dia. «Aquilo nasceu de um grupo de amigos que foram a pedra angular de tudo o que vivemos hoje. Queríamos que Almendralejo não se ficasse sem futebol, mas não {imaginábamos} até onde podíamos chegar».

NOME PRÓPRIOS / O caminho, claro está, não foi fácil. Foram doze anos repletos de máximas emoções, de alegrias, golpes e heroicidades, mas sempre com três aspetos que tinham distinguido ao Extremadura desde seu nascimento: trabalho, humildade e ilusão/motivação. O primeiro presidente foi Diego Madera e a primeira junta a compuseram Paco Madera, Tomás Lavado, Manolo Frangaillo, Tomás Bravo, Juan Daniel Bravo, Antonio Robles, Kiko Espino, Juan Diego Rodríguez, Alonso Morán, Jesús Ramírez, {Leandro} Izquierdo, Juan López Carrasco, Juan Manuel Cáceres e {Conrado} do Castelo.

Todos puseram a primeira pedra, mas o arquiteto desta grande obra que chegou a {LaLiga} foi Manuel Franganillo, que passou quase por todos os estamentos do clube. Na primeira época, iniciou o ano como vice-presidente económico e o compatibilizou como jogador da primeira plantel/quadro em Primeira Regional. Jogou uma dúzia de partidos e chegou a marcar um golo o dia do primeiro elevador em Azuaga.

Logo, Franganillo foi vice-presidente desportivo e o atual presidente. «Mas aqui fizemos de tudo. Naqueles anos do lama, fomos êxitos de bilheteira e, mesmo, lembrança um verão ter que fazer de jardineiro com o Mari (atual {utillero}) porque os operários de jardinagem da Câmara Municipal estavam de férias e viamos que se nos secava o campo».

Assim ascenderam três anos seguidos/continuados, de Primeira Regional a Segunda B. Logo chegou a descida e custou vários anos voltar à categoria/escalão de bronze. «Aí tenho que dizer que meu amor-próprio foi chave. Tratava não contar-lhe tudo à família para que não me influísse, mas meu pai e meu irmão Antonio foram também chaves para que pudesse deixar um pouco/bocado de lado o negócio». Logo, a história já a sabemos todos. Uma viagem do lama às estrelas. Felicidades, Extremadura.