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¿Porque é que Alex Márquez?

Honda quis premiar ao rei de {Moto2} antes que ascender a {Cal} {Crutchlow} ou reter a {Zarco}. Se valoriza muito dele sua capacidade de trabalho e o facto/feito de que aprenderá ao máximo com seu irmão

 

Com a nova {montura} 8 Alex Márquez, nesta semana nos primeiros testes face a a época 2020. - EFE

EMILIO PÉREZ DE ROZAS
23/11/2019

Só/sozinho faltou que na segunda-feira passada ao extrovertido {Cal} {Crutchlow}, piloto britânico de 34 anos, oficial de Honda, fizesse uma de suas brincadeiras transferindo o giro de Jorge Lorenzo do camião do Repsol Honda ao da equipa {LCR}, com o que ia a estriar-se Alex Márquez em {MotoGP}, para que a audiência, o centena de jornalistas que se tinham ficado aos primeiros testes de 2020, começassem a suspeitar qualquer coisa. Sim, mesmo que o {pentacampeón} maiorquino voltava.

É que, na verdade, tudo o provocou a repentina retirada de Lorenzo, que semanas antes tinha negado no circuito de {Phillip} {Island} que fora a lançar a toalha, pouco/bocado depois de/após que o presidente de Honda, {Yoshishige} {Nomura}, assegurasse em {Motegi} que iam a cumprir o ano de contrato (2020) que Lorenzo tinha assinado. É mais, después do {GP} de Malásia, o maiorquino e Marc Márquez voaram a Milão, onde aquele terça-feira, no sala {EICMA}, os dois campeões assistiram à apresentação dos equipas 2020 de Honda Racing Corporation ({HRC}).

Última petição/pedido

Aquele dia, 5 de Novembro, Lorenzo esteve falando com Márquez, pedindole que lhe ajudasse a fazer mais {pilotable} a {RC213V} de 2020, e foi aí onde Marc lhe disse que lhe tinham comentado que o motor seria ainda mais potente: «{Olvídate}, Jorge, o carácter dessa mota sempre será crítico, extremo e físico, eu acredito/acho que isso não vai a mudar». Quem sabe, igual esse intercâmbio de palavras e a convição de que estava farto de fazer-se dano foi o que finalmente fez que Lorenzo anunciasse, diante da surpresa geral, sua retirada em {Cheste} (Valência).

E a partir de aí foi quando, depressa e correndo, Alberto Puig, gerente da equipa Honda; {Tetsuhiro} {Kuwata}, gerente geral de {HRC}; e {Takeo} {Yokoyama}, diretor treinador de Honda, sempre em contacto com {Nomura} («aqui tudo o faz a companhia, não os nomes», assinala um dos implicados), analisaram as possíveis alternativas que tinham face ao 2020 para entregar-lhe a mota campeã que Lorenzo acaba de deixar livre.

Foi aí onde, de imediato, as portas de {MotoGP}, que estavam totalmente fechadas para Alex Márquez (daí que tivesse renovado pelo plantel/elenco Estrella Galicia 0,0 Marc VDS para seguir/continuar, um ano mais, em {Moto2}), abriram-se de par em par e, como recente campeão do mundo de {Moto2} («nunca como o irmão de…», assinala uma fonte da equipa Repsol Honda), entrasse a fazer parte da trio da que sairia o novo colega de {box} de Marc. A decisão, pois, centrou-se no veterano {Crutchlow}, de 34 anos e com grande experiência em {MotoGP}; o francês {Johann} {Zarco}, bicampeão de {Moto2}, expiloto de {KTM} {MotoGP} e até então piloto substituidor, sem grandes resultados, do lesionado {Takaaki} {Nakagami}, e o próprio Alex Márquez.

As cartas de Marc

Ni que dizer tem que, enquanto se soube que o nome de Alex estava sobre/em relação a a mesa do imenso camião branco que {HRC} tem estacionado detrás do {box} da equipa Repsol Honda e onde Puig e a cúspide japonesa debatem os assuntos, Marc jogou suas cartas mediáticas com grande habilidade, dando a entender que lhe faria muita ilusão/motivação (embora, no fundo, preferiria que sofresse menos pressão noutro {box}, sobre/em relação a uma mota mais suportável) que seu colega de plantel/elenco fosse seu irmão Alex. «Com este segundo título, tem demonstrado o que vale e deixou já de ser o irmão de para converter-se em Alex Márquez, bicampeão do mundo», destacou o próprio Marc.

Todas as fontes consultadas asseguram que Honda não tivesse assinado a Alex Márquez (por só/sozinho um ano, para que o seu contrato esteja equiparado no tempo com o resto de magníficos) se não tivesse conquistado neste ano a coroa de {Moto2}. Foram esse título e a confirmação de que é um bicampeão com enorme projeção o que, finalmente, convenceu ao {staff} da firma/assinatura/assina alada para dar-lhe a oportunidade com a que sonham todos os pilotos.

A opção mais simples para Honda, e assim fizeram-no saber fontes do próprio plantel/elenco, era colocar a {Crutchlow}, convertido já no segundo piloto oficial enquanto cresce o irmão pequeno de Marc, no Repsol Honda, mas o britânico, impulsivo, falador, muito crítico e, a miúdo, com más formas, coisa que incomoda profundamente aos japoneses, tivesse sido uma bomba de relojoaria no {box} do {octocampeón}. «Além disso --insiste outra fonte--, não {ganábamos} nada, simplesmente o {trasladábamos} de {box}».

A partir desse momento a aposta de {HRC} centrou-se em Alex, entre outras razões porque é jovem (23 anos), bicampeão do mundo, terá o melhor professor ao seu lado e, como reconheceu um dos engenheiros que participou na decisão, «é um autêntico profissional, um autêntico trabalhador, um autêntico trabalhador e, só/sozinho temos de analisar sua trajetória para dar-se conta de que não para até que consegue seu objetivo».