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O poeta do Aceuchal

Cada bola que toca o converte numa rima perfeita e, de novo, encontrou a inspiração no clube {piporro}. Pablo Platero tem recuperado sua melhor versão e lidera o bom início dos de {Cisqui}

 

Poeta 8 Platero, direita, durante um amistosos/jogo particular perante o Don Benito. - J. G.

JOSÉ GAGO
23/10/2019

Indomável, descarado e brilhante. Três adjetivos que se ajustam a Pablo Platero (Usagre, 1998) como a elástica {piporra} a seu fino torso. O extremo volta a deslumbrar num clube que inspira a sua melhor versão. «Voltei porque queria usufruir como futebolista», admite o poeta de Aceuchal.

Conduz a bola com a suavidade duma pena dançando sobre/em relação a o vento, sulca o grupo com a rapidez de um raio numa noite de verão e golpeia o esférico com a força de um tornado pisando terra. Um poeta que está escrevendo o poema mais bem-sucedido do clube, com um início de campanha estratosférico.

Voltar a voltar. Após seu passo por Don Benito e Xerez, Platero decidiu regressar com o seu pai futebolístico. «Este passado verão tive muitas chamadas de várias equipas, mas tinha muito claro que queria voltar ao Aceuchal depois de/após um ano {jodido}. Sabia que aqui voltaria a sentir-me futebolista, que é o que necessitava», confessa.

Platero e Aceuchal, uma relação bem-sucedida por natureza. Com o clube {piporro} debutou em Terceira e chamou a atenção de toda a região. Em seu regresso leva quatro alvos e volta a ser esse extremo desequilibrante e decisivo que {Cisqui} formou na pedreira/formação do Almendralejo {CP}. Sorri como os {jugones} e leva o 10 dos génios futebolísticos.

«Ninguém esperava isto, mas sabia que {íbamos} a fazer um bom início porque há um grande plantel/elenco, temos um grande treinador e pessoas do clube que nos dá tudo. Acredito/acho que vamos a fazer coisas bonitas porque somos uma grande família», revela o secreto do bom arranque {piporro}.

Geração ‘{JASP}’

A equipa de Francisco Javier Diosdado ‘{Cisqui}’ conta em suas filas com jovens com grande talento e muita fome futebolística. «O objetivo da manutenção é o do clube e o que se nos transmite, mas temos vontade de ganhar, de jogar e tudo o que possamos conseguir será bom. Não pensamos na manutenção, a verdade», manifesta Platero.

Apesar de sua inocência marcada por sua idade, o de Usagre tem a cabeça muito bem {amueblada}. «Estudo Ensino Básico em Badajoz, sempre tenho tido muito claro que a formação académica é o primeiro. De facto, no Diocesano não pude estudar o suficiente e me {vine} a meu casa. O primeiro é minha formação», adverte.

Se formou na pedreira/formação do Diocesano, contratou depois pelo Almendralejo e debutou em Terceira com o Aceuchal. Logo chegou a oportunidade de bronze com o Don Benito. Uma {espinita} pregada. «Não foi tudo como sonhava, sabia que teria um {rol} de suplente mas queria jogar mais», declara Platero.

«Tudo foi muito rápido. O tinha facto/feito com outro plantel/elenco, mas me chamou {Patri} –ex-diretor desportivo do Don Benito– e para mim foi um sono/sonho contratar por um clube de Segunda B. Foi algo também inesperado, porque era minha primeira época em Terceira após passar por juvenis», reconhece.

Aprendizagem e futuro

Uma etapa, a do clube {calabazón}, que lhe serviu de aprendizagem. «Só/sozinho joguei três partidos e essa espinha a tenho pregada, acredito/acho que tive semanas boas de treino. Juan García me dizia que estava contente/satisfeito comigo, mas que apostava em outros jogadores», assinala.

Platero pediu sair em Janeiro. Xerez foi seu destino. A {antítesis} de um poeta. «Fui a Xerez pelo objetivo, que era entrar em {playoff} e que não se cumpriu. Ali {aprendí} a trabalhamos/trabalhámos mais, a correr detrás da bola e a procurar mais o contacto com os rivais, que são se calhar meus pontos mais débeis», reconhece Platero. Um verso livre dentro de um soneto tosco.

Novos cantos de sereia tentarão a este poeta {piporro}. Seu futuro é seu presente. «Meu futuro passa por meus estudos. Se posso conciliá-lo com o futebol, melhor. Estou cedido pelo Don Benito em Aceuchal, mas minha cabeça está em acabar a época o melhor possível aqui e depois já se verá», afirma. Ainda lhe falta por acabar seu poema. Um verso mais, uma rima perfeita.