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De Manolas a {Origi}, a viagem até o abismo do Barça

El quadro do barcelona ‘falece’ a bola desempregado/parado numa crise estrutural que afeta a tudo o clube

 

Tensão no gesto de {Valverde}. -

{Coutinho}, ‘o desaparecido’. -

MARCOS LÓPEZ
09/05/2019

De Manolas, um anónimo central grego, a {Origi}, um promissor avançado/ponta de lança belga. De Roma a {Anfield}. E sempre um pontapé de canto de por meio. Há um ano aconteceu com uma {desatención} defensiva de {Semedo} que lhe deixou prostrado na área pequena de {Ter} {Stegen} com as mãos na cabeça. El pontapé de canto de terça-feira, por outro lado, denunciou a desídia coletiva de um Barça que encaixou um golo digno de «juvenis», como gritou indignado Luis Suárez. Ninguém estava em seu sítio. Nem no Estádio Olímpico italiano e também não em {Anfield}, onde se prolongou o longa viagem ao abismo europeu de um Barça derruido por sua incompetência.

A bola desempregado/parado faleceu o Barcelona de Valverde, que só/sozinho tem encaixado apenas dois derrotas na Europa em dois anos: Roma e {Liverpool}. Dois derrotas catastróficas que revelam a magnitude de um problema que supera mesmo a figura de um cada vez mais questionado {Txingurri}. Afeta, na verdade, a uma plantel/quadro hegemónica em Espanha como revelam seus dois Ligas consecutivas (soma oito das últimas 11), mas {ruinosa} na Europa: uma Champions em sete anos. Não é de um ano esse queda. Vem, portanto, de longe. Não, não é só/sozinho Roma. Não, não é só/sozinho {Anfield}. É Paris (4-0). É Turim (3-0) impedindo que a gesta do 6-1 ao {Paris} {SG} tivesse a épica que merecia. É Roma, obviamente (3-0). E é agora também {Anfield} (4-0).

Aos poucos, e sem que se tomassem as medidas corretoras necessárias, o Barça tem ido vendo como a obra de 2015 simbolizada no tridente Messi-Suárez-Neymar se tem ido derretendo. Foi incapaz de melhorá-la. Mais bem bem pelo contrário, apesar dos constantes mudanças na direção desportiva. Em nada se parecem Andoni Zubizarreta, despedido de qualquer maneira em Janeiro de 2015, a Robert Fernández, {echado} também da estrutura porque não se lhe renovou o contrato (Junho de 2018), a {Pep} Segura, atual responsável da área desportiva junto a Eric Abidal.

Tudo {condensado} na figura de {Philippe} {Coutinho}, a contratação mais caro da história do clube. Pagou o Barça, precisamente ao {Liverpool}, 160 milhões de euros para trazê-lo ao Camp Nou. Em {Anfield} ninguém o tem {echado} de menos desde então, finalista como foi a equipa da última Champions –perdeu com o Madrid– e finalista como volta a ser agora. Em Barcelona ninguém tem visto a essa caríssima estrela.

MÁS DECISÕES / El dinheiro obtido por Neymar, a terceira pata do tridente que levou ao plantel/elenco à Champions de Berlín-15, não se tem notado no campo. Recebeu 222 milhões do {PSG} e tem investido 300 em trazer a {Dembélé}, que tem sofrido cinco lesões, quatro delas musculares, em só/sozinho 21 meses e {Coutinho}, invisível nos partidos.

Além disso, os jogadores básicos (Messi, Piqué, {Rakitic}, Busquets, Jordi Alba) superam já a trintena. Não é responsabilidade exclusivamente de Valverde. Nem muito menos. Já com Luis Enrique a equipa jogava a outra coisa porque a imensa força de seu trio de ataque deslocava o centro do jogo até a área inimiga saltando os passos intermédios. Precisamente desde o 2014, após a marcha de {Tata} {Martino}, que apenas durou uma época, a pior deste ciclo, a anual reestruturação da plantel/quadro não tem saído bem.

Vive ainda o Barça daqueles contratações que guiaram ao plantel/elenco até a última Champions. Pouco antes tinham chegado Jordi Alba (2012) e Neymar (2013). Logo, {Ter} {Stegen}, {Rakitic}, Suárez. Desde então, contratações sem impacto autêntico no plantel/elenco, para além de {Lenglet} e surtos verdes iniciais de Arthur, obra ambos de Robert antes de perder a confiança de {Bartomeu}. Mas o esqueleto continua a ser o mesmo, sustentado sempre por Messi, um tipo que garante mais de 38 golos por época nos 11 últimos anos. Não se tem regenerado com medida certa o pessoal, enquanto Leo ia acrescentando matizes novas a seu jogo. Obviamente, este Barça é pior que o de Guardiola (2008-2012) e menos contundente que o de Luis Enrique (2015-2018). Se calhar Valverde não pudesse fazer mais que administrar esses recursos. Modificou as rotinas, geriu rotações e descanso/intervalo. Chegada a grande noite, o desabamento foi idêntico.

O PONTAPÉ DE CANTO DA VERGONHA / A desgraça europeia do Barça tem outro terrível capítulo. Dos postes de {Berna}-1961, a primeira final de Copa de Europa perdida, ao trauma dos penáltis de {Sevilla}-1986. Logo chegou o desastre com o {CSKA} de Moscú incapaz como foi o {Dream} {Team} de Cruyff de defender com dignidade a coroa de Wembley-92. Ou a {ruinosa} noite de Atenas-94 que enterrou de qualquer maneira junto à {Acrópolis} grega os restos de um plantel/elenco lendário. Agora, a essa terrível iconografia do barcelona toca acrescentar o pontapé de canto da vergonha de {Anfield}. Mais que olhar a Valverde (se irá ou não, mas o problema seguirá/continuará) toca olhar a Messi. Cansado de sustentar uma equipa e a um clube tantos anos e frustrado por não poder/conseguir cumprir sua palavra.