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Guille, o colecionismo de medalhas

O jovem nadador recebeu ontem a homenagem de seu clube, O Peru Cáceres {Wellness}, e da Câmara Municipal cacerenha. «Meu próximo repto/objetivo é ir a umas paralimpadas», diz ele, que com só/sozinho 15 anos acumula já 19 {preseas}, as nove últimas ganhadas no Mundial {INAS}

 

Campeão 8 Guille Gracia, com as nove medalhas que conseguiu no Mundial {INAS} na Austrália. - FRANCIS VILLEGAS

JAIME J. TORBELLINO
24/10/2019

Guillermo Gracia não para de sorrir. Em seu habitat natural, a piscina climatizada de O Peru Cáceres {Wellness}, mira uma ecrã de televisão onde saem imagens suas num montagem caseira que lhe fizeram seus companheiros de natação. E a sorriso cresce ainda mais. A suas costas, um enorme quadro onde aparece ele mesmo a tamanho natural e a longa lista de êxitos que acumula com só/sozinho 15 anos: 19 medalhas (14 de ouro, quatro de prata e uma de bronze), a maioria delas acompanhadas de recorde de Espanha. As nove últimas, com as que depois pousará, as acaba de conquistar na Austrália, no Campeonato do Mundo {INAS} (Federação Internacional de Desportos para Pessoas com Deficiência Intelectual), onde tem rendido a um nível «altíssimo», aponta José Ángel Tena, seu treinador.

Guille voltou de Austrália, onde se celebrou o Mundial {INAS}, na segunda-feira. No aeroporto de Madrid lhe esperavam os seus pais, avós e companheiros da escola. Se comoveu, reconhece. Na terça-feira esteve na piscina, «embora só/sozinho para chapinhar». Mas ontem mesmo voltou a sua rotina habitual de duas horas de treino diário/jornal. Não se pode parar se quer alcançar sua objetivo/meta: «Meu próximo repto/objetivo é ir a umas paralimpadas», diz claramente. Não poderá ser em Tóquio 2020. «E não porque não tenha o nível para participar, mas porque sua classe funcional não está ainda dentro das paralimpadas», explica seu treinador, convicto de que Guille tem demonstrado ter a capacidade suficiente e que em próximos encontros olímpicos terá mais oportunidades. Só/sozinho tem 15 anos.

Em Austrália se tem consolidado como uma «peça fundamental da seleção espanhola», relata Tena. Destaca também sua capacidade de adaptação, «mesmo melhor que seu treinador», diz entre risos.

No Mundial {INAS} tem vivido este jovem cacerenho com Síndrome de {Down} uma intensa semana de competição. «Nos {levantábamos} às 5.30 e estávamos todo o dia na piscina». Pelas manhãs lhe custava mais, mas pelas tardes Guille desdobrava todo o seu potencial. E o tem demonstrado com medalhas e cumprindo o que tinha prometido 20 dias atrás: que conseguiria cinco medalhas nas sete provas individuais nas que competiria. Especial foi a de 200 estilos, o primeiro ouro, que se decidiu nos últimos metros. «Foi muito difícil», dizia ontem Guillermo, que de manhã recebeu uma homenagem de seu clube, O Peru Cáceres {Wellness}, e à tarde foi a uma receção na Câmara Municipal com o presidente da Câmara Municipal Luis Salaya. E pode que não seja a última.