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«Dá igual que {seas} a melhor, no desporto cada dia {empiezas} de zero»

 

«Dá igual que {seas} a melhor, no desporto cada dia {empiezas} de zero» - JOSÉ LUIS ROCA

J. J. T.
25/10/2019

Sandra Sánchez (Talavera de la Reina, 16 de setembro de 1981) é a melhor {karateka} da história na modalidade de {kata} e amanhã estará em Cáceres como embaixadora do Tour Universo Mulher, que começa hoje com umas conversas no Instituto/liceu Ao-{Qazeres}. Desde há três anos lidera o ranking mundial e tem a vista fixa em Tóquio 2020, onde o {karate} será desporto olímpico pela primeira vez e por enquanto única. Desta e outras questões fala nesta entrevista para O Jornal Extremadura.

&{lt};b&{gt};–¿Que lhe dá ser embaixadora do Tour Universo Mulher?

&{lt};/b&{gt};–É uma oportunidade de dar visibilidade tanto/golo a meu desporto como ao desporto feminino, uma oportunidade de oferecer em cada cidade um monte de atividades e de poder/conseguir estar em contacto com meninos e meninas e pessoas de todas as idades. É aproximar o desporto a todas as idades.

&{lt};b&{gt};–Desde seus inícios até agora, ¿tem notado como mudou a relação das mulheres com o desporto?&{lt};/b&{gt};

–Desde que eu {empecé} a fazer {karate} mudou um monte. Era a única menina no {dojo} E agora em qualquer ginásio há tantas meninas como meninos. E nos campeonatos igual. Houve uma evolução incrível. Embora sempre digo que eu quando {empecé} me punha o {karategui} e não tinha diferenças entre meninas e meninos, éramos simplesmente {karatecas}. A grande diferença agora é na mentalidade dos pais na hora de escolher os desportos que querem para suas filhas, já não vêem o {karate} como algo de meninos.

&{lt};b&{gt};–¿Se estão a fazer suficientes esforços pela equiparação do desporto feminino e masculino?

&{lt};/b&{gt};–Estamos a viver uma época de mudanças que {recordaremos}. Tanto/golo empresas privadas como desde todos os âmbitos públicos se está tomando consciencializa e se está a trabalhar em isso. Mas isto é como treinar, sempre se pode fazer um pouquinho mais.

&{lt};b&{gt};–¿Quais acredita que são os seguintes passos a seguir/continuar?&{lt};/b&{gt};

–Há muito trabalho por fazer. No mundo do {karate}, que é o que mais conheço, em tudo o que o rodeia, diretivos, selecionadores…, aí falta muito caminho por percorrer e muitas caras femininas por ver.

&{lt};b&{gt};–A mudar tudo isso ajudam programas como Universo Mulher...

&{lt};/b&{gt};–Sim, é um incentivo. Cada vez que há um tour sai em imprensa, rádio e televisão. E todas as meninas que há detrás de essas ecrãs, dessas rádios, vêem um referente, têm exemplos de mulheres desportistas, mulheres que fizeram do desporto parte de sua vida e podem ver-se refletidas e dizer, ‘quero ser como…’. É importante que tenham {roles} para seguir/continuar.

&{lt};b&{gt};

–¿Como leva-se isso de ser a melhor {karateca} da história?&{lt};/b&{gt};

–(Risos) Não leva-se. Eu nem o penso. Me {levanto} a cada manhã e sei que tenho que treinar. E vou a cada campeonato e começo de zero. Em cada competição tens que ganhar e dá igual o que {hayas} ganho antes. No desporto cada dia {empiezas} de zero.

–¿Tem tido que fazer muitos sacrifícios para chegar até onde está?

–Sacrifício não é uma palavra que me goste usar, porque não {considero} que seja um sacrifício como tal. É a opção que escolhi, me cheia, faço o que gosto. Certo que há uma parte dura, {durísima}. Há dias que te {levantas} e não podes mover as {pestañas}, mas tens que treinar seis horas igual. {Competimos} cada dois ou três semanas, mudando constantemente de lugares no mundo e isso significa perder-se aniversário, dias do pai, dias da mãe, estar com a família… Nesse aspeto sim se perde. Mas o {compenso} quando estou em casa. Tentativa que tudo esse tempo seja de qualidade.

&{lt};b&{gt};–Parece que Tóquio 2020 vai ser a única possibilidade de somar medalha olímpica, pois o {karate} volta a desaparecer em Paris 2024....&{lt};/b&{gt};

–Sinto que isto é como o {yin} e o {yang}. Tenho a ilusão/motivação de saber que já temos um pé em Tóquio e dessas vontade de lutar pelas medalhas. E em contraposição, o sentimento de tristeza de que sem nem sequer ter facto/feito nossa posta em cena, nos tenham voltado a deixar fora e que se calhar não se vá a ver mais {karate} nuns Jogos Olímpicos. Por isso vamos a lutar pelas medalhas.

&{lt};b&{gt};–¿Como está o {karate} feminino espanhol, tem substituição? &{lt};/b&{gt};

–Espero que sim. O {karate} em geral em Espanha sempre tem tido muito bom nível. Agora estamos a viver uma época muito bonita, uma época dourada. Os resultados são incríveis. Por detrás há pessoas com muito nível, vêm por detrás pisando forte e têm que superar o que fez Sandra.

&{lt};b&{gt};–¿Como vê à extremenha {Marta} García, que estes dias esteve no Mundial {sub}-21 de Chile?

&{lt};/b&{gt};–{Marta} tem muita garra, muita força e muita vontade de lutar por medalhas. O nível que tem e que tem ido demostrando durante este último ano é muito bom.