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A ‘{tica}’ do derby feminino

A {mediapunta} {costarricense} {Yerlín} Vermelhas aterra no Feminino Cáceres com interesse/juro por tudo o que a rodeia: aos 29 anos nunca tinha estado na Europa. «O futebol é mais competitivo aqui»

 

A ‘{tica}’ do derby feminino - FEMININO CÁCERES

JAVIER ORTIZ deportes@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
24/10/2019

Uma ‘{tica}’ pode ser protagonista do derby extremenho da Liga Repto/objetivo Iberdrola de sábado. {Yerlin} Vermelhas (São José de Costa Rica, 23-7-1990) vai adquirindo importância nos planos de {Ernesto} Sánchez no Feminino Cáceres. Que ninguém o tome mau porque é uma expressão latina, mas aí o deixa: «O Santa Teresa vai a vir com os tacos de frente». A recente vitória cacerenha na final da Copa Federación está no ambiente.

É a primeira vez que {Yerlin} vê Europa. Tem o honra de ser uma das oito mulheres de Costa Rica que se ganha a vida com o futebol fora do país, incluindo a {Daniela} Cruz e {Katherine} Alvarado, jogadoras do {Espanyol} da Liga Iberdrola. Quando era menina nem se imaginava chegar a este nível («sempre quis jogar, mas era muito mais difícil»), mas está otimista face ao futuro. «O futebol feminino vai ir mais para em cima», prognostica.

Contrastes

«O futebol é muito mais competitivo aqui. Não se fala tanto/golo sobre/em relação a o campo como em meu país, mas o resto o têm tudo: apoio, bom físico, contacto com a bola. Todas somos importantes. Em Costa Rica o futebol feminino está levantando agora, mas tem costado muito», conta.

Religiosa («sou muito crente») e reservada até que se sente completamente a gosto, diz que o único problema desde que chegou foi que {echaba} muito de menos a sua família. Para além da tecnologia, encontrou um balneário cálido para compensá-lo. «Minhas companheiras me receberam muito bem, me cuidam muitíssimo», diz. De seu novo país lhe estranham os horários e que «se comem dois pratos que no fim sempre são três com o sobremesa, o café e demais». «Os espanhóis são brincalhões e vacilam muito. Às vezes me dizem uma coisa e eu entendo outra», sustenta. Vá: não gosta de o presunto. Nem o ibérico. «Quando lhes surpreende, lhes digo que se calhar se {echo} a fritar... e me olham estranho».

O que gosta de é falar no campo. É {mediapunta} («o golo chega se chega, mas para mim o importante é trabalhamos/trabalhámos pelo plantel/elenco») e ambiciosa, com um matiz de autocrítica: «Estou contenta, mas poderíamos levar mais pontos, ter ganho mais partidos e ir mesmo invictas. Estamos para grandes coisas». ¿E o Santa Teresa? «É um bom plantel/elenco, mas {nosotras} também. Que as pessoas venha a apoiar-nos. Vai ser um jogo/partido surpreendente».

Nunca tem cumprimentado ao futebolista {costarricense} mais conhecido, o guarda-redes {Keylor} {Navas} («é um ícone»). Só/sozinho lhe viu uma vez e de longe, numa concentração das seleções. Mas o autêntico «orgulho» de um país {bañado} ao mesmo tempo pelo Atlántico e o Pacífico é a natureza que há ali. «É bonito», reitera, com um tom de nostalgia. Em Natal não poderá regressar, mas quando o faça espera poder/conseguir contar que tem ganho o derby.