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Uma empresa de EUA pagava lhe 3.500 por roubar dinheiro de contas bancárias

faziam se com o dinheiro usurpando cartões mediante técnicas informáticas. Os americanos tiravam as quantidades e se as ingressavam a ele para que as gerisse

 

Uma imagem de arquivo da caixa automática duma entidade bancária localizada na capital cacerenha. - EL PERIÓDICO

SIRA RUMBO
27/02/2019

Procurava trabalho e encontrou-se com uma oferta tentadora, com um salário de 3.500 euros por mês. Contactou com a empresa, localizada em EUA, e lhe deram as diretrizes do emprego: tinha que atuar de intermediário financeiro. Para isso necessitou abrir-se uma conta bancária na qual ia a receber diferentes transferências. Ele devia retirar imediatamente o dinheiro e enviá-lo através de dois empresas (Western Union ou Money Gram) às pessoas que eles  indicavam lhes a través de chamadas telefónicas. Recebia além disso 100 euros por mês por despesas de telefone e uma comissão de 3% por cada transferência.

Fez tudo o que lhe pediam sem preocupar-se de conhecer a legalidade da procedência dessas quantidades de dinheiro, unicamente com o objetivo de conseguir dinheiro duma forma simples. Na verdade só chegou a receber uma transferência porque depois  caçou lhe a polícia. A quantidade que lhe ingressaram foi de 2.985 euros. A empresa americana o tinha tirado da conta bancária duma pessoa que normalmente realizava compras através da internet, mas que em nenhum momento tinha autorizado a ninguém a que atirasse esse dinheiro do banco.

Na verdade a empresa americana o que fazia era a realizar manipulações informáticas contra contas à ordem operadas a través de banca on line. O faziam através das técnicas denominadas ‘phishing’ (cujo objetivo é conseguir informação confidencial, como podem ser os dados duma cartão de crédito), com vírus troyanos ou mediante ‘pharming’ (que redirige aos usuários a páginas web falsas a través das que se registam os dados privados).

ENVIOU O DINHEIRO A KIEV / Conseguiam assim tirar o dinheiro e ingressá-lo nas contas dos empregados que tinham. Uma vez recebida a transferência, o cacerenho enviou essa quantidade a uma pessoa residente em Kiev (Ucrânia). Diminuiu 120 euros da comissão que ficou a empresa través da qual fez o giro.

O Tribunal do Penal Número 2 acaba de condenar a este cacerenho a seis meses de prisão por um delito de branqueamento de capitais na sua modalidade de imprudência grave. Deverá pagar além disso uma multa de 3.000 euros e indemnizar ao proprietário da conta bancária com a quantidade que lhe burlaram, 2.985 euros. A sentença é firme ao ter-se ditado por conformidade entre as partes.