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Um conto para {Asisa}

Carmen Sánchez Morillo ilustra um diário/jornal sobre/em relação a a menina sarauí que acolheu sua família oito verões

 

Páginas 8 As ilustrações. - FRANCIS VILLEGAS

La autora Carmen Sánchez Morillo com o livro de contos sobre/em relação a {Asisa}, ontem, em Cáceres - FRANCIS VILLEGAS

GEMA GUERRA epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
24/10/2019

A Asisa lhe disseram que para ir a Espanha voaria num avião desses que passeavam pelo céu. «¿Como vamos a caber todos em algo tão pequeno?», respondeu ela. Faz sentido embora não o tenha porque desde o campo de refugiados de {Tinduf} os aviões voam tão alto que são praticamente impercetíveis. Não muito convencida sobre/em relação a se realmente eram os humanos os que se adaptavam ao tamanho minúsculo da aeronave e não ao revés, Asisa viajou a Espanha e passou seu primeiro verão na Extremadura. E depois outro. E outro. Assim até oito. E em oito anos cabem muitas histórias.

Na maioria delas aparece Carmen Sánchez Morillo, uma das integrantes da família que acolheu à pequena durante esses verões. É precisamente ela a que quis converter essas histórias num conto. La ilustradora e professora de O {Brocense} quis {recordarlas} para que fique a testemunha da viagem de Asisa. Assim nasce ‘Sonha a areia com fazer-se vento’, um diário/jornal ilustrado com as vivências e os «sonhos» da menina. Os textos foram escritos/documentos por Marisa González, também professora no instituto/liceu cacerenho. As pinturas as firma/assinatura/assina a própria Sánchez Morillo. O livro se apresenta esta tarde (20.00 horas) no salão de atos do Ateneu (palácio de {Camarena}) e as ilustrações se exporão numa mostra nesta semana no pátio do prédio.

Segundo relata a este diário/jornal a autora, o projeto nasceu faz cinco anos e pretende narrar, através de um formato combinado com texto e imagens {oníricas}, as experiências de Asisa na Extremadura e ser reflexo de «a imaginação» e «a inocência» da pequena. Por isso está carregado de cor e de «primeiras vezes»: a primeira vez que foi ao cinema, a primeira vez que viu uma obra de teatro ou a primeira vez que subiu umas escadas. «Subia os {peldaños} muito devagar e me dei conta de que nunca tinha visto nenhuma antes», confessa a autora. «Queria comparar suas vivências de aqui com a vida que têm nos acampamentos de refugiados ou o que ela nos tem ido contando sobre/em relação a situação tão radicalmente oposta que vivem ali», sustenta. O propósito do livro é mais elevado. Pretende não só/sozinho servir só/sozinho de caderno de {bitácora} mas «dar voz e luz à realidade silenciada que vivem hoje milhares de refugiados sarauís».

Hoy, na apresentação com poesia e música, tentarão contactar por videochamada com a verdadeira protagonista, que já cumpriu 18 e já não tem autorização para regressar a Espanha. «Se diz sempre que os filhos te mudam a perspectiva de vida, te descobrem o mundo, te o ensinam de novo, é maravilhoso», expõe. Asisa foi isso, uma filha para os Sánchez Morillo e agora poderá sê-lo outra vez entre as páginas. Porque o bom da memória escrita é que fica para sempre.