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«Supõe um avanço extraordinário e uma esperança para os doentes»

A máquina estreou-se em duas mulheres afetadas de cancro de mama. A sua administração evitará que tenham que receber este tratamento depois

 

Uma das operações que se realizou na terça-feira passada no hospital. - EL PERIÓDICO

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
07/11/2019

É um avanço extraordinário e supõe uma esperança enorme para estas mulheres que têm que submeter-se a radioterapia após ser operadas». A presidenta da Associação Espanhola Contra o Cancro (Aecc), Carmen Romero, valoriza que Cáceres seja a primeira cidade da região e a terceira de Espanha, junto a Zaragoza e Salamanca, em dar sessões de radioterapia a pacientes operados de cancro dentro do mesmo sala de operações. A técnica, denominada radioterapia intraoperatoria, estreou-se na terça-feira no novo hospital com dois pacientes, de 92 e 66 anos, às que se lhes extirpou um cancro de mama e se lhes realizou o gânglio sentinela (o estudo que leva-se a cabo para conhecer se os gânglios da axila estão também afetados por células {tumorales}).

Realiza-se mediante um equipamento que dispõe de um sistema miniaturizado de irradiações ionizantes, que permite realizar o tratamento em contacto direto com o leito do tumor, o que aumenta sua eficácia.

As operações levaram-se a cabo na sala de operações 13 do novo hospital e estiveram presentes perto de uma quinzena de profissionais, entre os serviços de Cirurgia, Ginecologia, Radiofísica, Radioterapia, Anatomia Patológica, Medicina Nuclear e Anestesia, para além de enfermeiros, auxiliares e celadores e dois profissionais de EUA que supervisionaram a intervenção. Se tem realizado com um dos dois aparelhos que doou a Fundação {Amancio} Ortega e que foi adquirido à empresa estado-unidense Xoft Axxent através de um concurso público.

«É um avanço espetacular e uma esperança enorme para a cura», insiste a presidenta do coletivo contra o cancro. Os pacientes aos que se lhe administra, ao receber esta doses na mesmo sala de operações, não terão que dar-se-les fora, ou receberão menos sessões. No caso das mulheres intervindas na terça-feira não necessitarão mais radioterapia. «É uma melhoria na qualidade de vida e supõe que o tratamento seja muito menos agressivo porque, ao dár-lo no sala de operações, estás a dormir e não te apercebes», insiste Carmen Romero.

A sua posta em marcha supõe além disso que pela primeira vez a área de saúde de Cáceres ofereça o serviço de radioterapia. Até agora as sessões externas se davam através de uma concessão. Sim as terá no novo hospital mas ainda não tem começado a emprestar-se. Por enquanto as únicas pacientes que poderão receber esta técnica serão as operadas de cancro de mama. Mais à frente se estreará também nos que se lhes extirpe um tumor da pele, de pescoço de útero e os neuronais.